Situação na Venezuela leva à inscrição de mais de 700 pessoas no Instituto de Emprego em menos de seis meses

Associação Venezuelana2
A Associação VENECOM foi recebida hoje pelo Presidente do Governo Regional.

O Presidente do Governo Regional disponibilizou todo o apoio necessário aos emigrantes madeirenses que cheguem à Madeira provenientes da Venezuela, um país cuja tensão social e económica está a suscitar enorme preocupação na extensa comunidade madeirense ali radicada.

Os apoios serão canalizados através da Associação VENECOM, que representa os emigrantes na Região e que já tem em marcha um trabalho no sentido de prestar a ajuda necessária e cuja direção foi ontem recebida por Miguel Albuquerque e Rubina Leal, a secretária regional da Inclusão e Assuntos Sociais, na Quinta Vigia.

Ana Monteiro considerou este encontro deveras importante para corresponder às expetativas, considerando ter verificado um grande empenho e preocupação, por parte do presidente do Governo “que desde logo manifestou intenção de ajudar por intermédio dos departamentos governamentais correspondentes”.

Aquela responsável anunciou que, em consequência de uma parceria, já existe um local onde a Associação irá prestar o apoio – atrás do Jardim Municipal – não só aos que chegam à Madeira por via da crise que se instalou na Venezuela, mas também a todos aqueles que já aqui se encontram mas que estão numa situação de necessidade. Vamos ajudar no que foi possível”.

Em matéria de apoios, Ana Monteiro refere que, numa primeira análise, foram solicitados apoios jurídico, de Saúde e Segurança Social, além de haver necessidade de estabelecer ajudas no âmbito do empreendedorismo para os muitos desempregados que se encontram inscritos no Instituto de Emprego.

A secretária regional da Inclusão e Assuntos Sociais lembra que “há cerca de dois anos existe o gabinete do emigrante, onde há uma técnica apta a prestar todos os esclarecimentos que as pessoas entendam solicitar, quer pessoalmente, quer via email ou telefonicamente. Todas as pessoas que cheguem da Venezuela e queiram pedir esclarecimentos sobre a sua situação, devem dirigir-se aos serviços da Segurança Social em qualquer ponto da Madeira, não necessitando de se deslocar ao Funchal”.

Rubina Leal considera que o importante, neste momento, “é dar uma resposta imediata às necessidades”, mas recorda que há um aspeto a ter em conta e que se prende com o suplemento de verbas para os apoios sociais. “Lembro que em menos de seis meses, tivemos mais de 700 pessoas inscritas no Instituto de Emprego, situação que obriga a mais programas, com mais respostas a quem está a chegar e obviamente que, também, ao nível dos apoios sociais, uma vez que estas pessoas necessitam sempre de ajuda pecuniária”