Lopes da Fonseca insiste em consenso em torno de melhoria do subsídio de mobilidade

O dirigente centrista António Lopes da Fonseca abordou hoje questões relacionada com o subsídio de mobilidade, questionando o governo da República sobre a falta de revisão da lei, que deveria ter sido revista há um ano, e lembrando que o CDS quer os madeirenses a pagar apenas os 86 euros e os estudantes 65 euros, além do fim do prazo de 60 dias para pagamento com cartão de crédito e o fim do tecto máximo de 400 euros.
O líder da oposição diz que os preços proibitivos que são exigidos aos madeirenses só interessam às companhias e desafiou o governo da República a cumprir com o princípio da continuidade territorial.

Lopes da Fonseca verifica que nem a comissão de acompanhamento da evolução do subsídio social de mobilidade apresenta o relatório que já devia ter apresentado, nem o recente grupo de trabalho criado pelo Ministério do Planeamento e das Infraestruturas ouviu os governos regionais sobre esta matéria. O deputado e dirigente partidário referiu que, decorrente da apresentação de uma proposta pelo CDS na 2ª comissão da Assembleia da República (Economia), aguarda também que sejam ouvidos os governos regionais. Enquanto isso, o que se verifica “são passagens a quase 500 euros”.

“Um residente da Madeira que queira viajar amanhã para Lisboa às 10 da manhã e regressar à noite, vai pagar 475 euros na tarifa ‘Discount’, sem contar com a mala que eventualmente possa levar no porão, o que será mais uma taxa. (…) O que significa que serão 160 euros só para o residente. Isto é inaceitável”, referiu. “Isto faz-nos perguntar a quem interessa manter estes preços tão altos”. Certamente não aos madeirenses, disse.

Lopes da Fonseca disse esperar para ver se amanhã haverá partidos que, em reunião da 2ª comissão na Assembleia, não vão aceitar um consenso que preveja que cessem, inclusive, as penalizações para quem utilizar o cartão de crédito para pagar (tendo que esperar 60 dias), e que, de uma vez por todas, os residentes paguem efectivamente apenas 86 euros e os estudantes 65 euros.

“Está em causa a dignidade dos residentes (…) e o princípio da continuidade territorial”, insistiu.