Costa enfrenta com apertos de mão e ouvindo os protestos a manifestação dos lesados do Banif

Fotos: Rui Marote e Luís Rocha

O Primeiro-Ministro enfrentou hoje sem medos uma manifestação de lesados do Banif/Santander. Recebido com apitos, assobios e muito barulho de protesto à chegada à Loja do Munícipe, mesmo ao lado dos Paços do Concelho, António Costa foi primeiro cumprir o protocolo da inauguração daquele espaço, mas ao sair e perante o grande ruído que se fazia ouvir, sob a atenta supervisão policial, o chefe do Executivo nacional dirigiu-se aos manifestantes e fez questão de lhes apertar a mão e ouvir várias das suas queixas, algumas colocadas num tom mais exaltado, outras de forma mais delicada. Cortês, por seu turno, Costa procurou tranquilizar e mostrar interesse e solidariedade. Mesmo assim, não se livrou de algumas acusações e, quando se retirou, teve de ouvir de alguns cidadãos que se manifestavam: “Está com medo? Já vai a fugir?” Porém, a postura do governante foi de consideração por quem se manifestava.

As queixas, no entanto, eram muitas, inclusive a acusação de que o Estado é fraco com os fortes e forte com os fracos, e que apoia incondicionalmente a banca, apesar dos maiores abusos.

Na inauguração da nova Loja do Munícipe, o edil funchalense Paulo Cafôfo insistiu no esforço que a autarquia tem feito para a melhoria dos serviços prestados ao cidadão e para  a simplificação dos procedimentos.

“Os funchalenses, e todos quantos quiserem saber mais do Funchal, contam, a partir de agora, com uma plataforma integrada, tanto física, como virtual, que os guiará, quer ao nível das nossas práticas de excelência, quer no que respeita à agregação de todo o universo Funchal. É o nosso SIMPLEX e o novo paradigma das Cidades Inteligentes. O bocado de Funchal que inauguramos hoje, já é um bocado do Funchal de amanhã”, acentuou. Por outro lado, referiu que “este Governo da República tem sido um aliado de todas as horas e um impulsionador de boas ideias e de boas vontades, e isso é tudo o que podemos pedir a um Executivo”.

 

António Costa, por seu turno, mencionou a redução do défice e a forma como isso permite às entidades governamentais apostarem numa série de áreas necessárias, desde a simplificação dos processos administrativos ao reforço de verbas das forças de segurança e outras exigências prioritárias dos cidadãos, valorizando, por outro lado, a função pública e o emprego público, como pilares dos bons serviços, e a simplificação, descentralização e valorização da administração pública.

Estes serviços agora inaugurados pela CMF, disse, são um bom exemplo do que deve ser a moderna administração pública, mais moderna, mais focada no utente, mais ágil, mais eficiente e mais fácil de aceder.

Cá fora, José Manuel Coelho e Quintino Costa, do PTP, e o independente Gil Canha juntavam-se à manifestação utilizando um cartaz que rezava assim: “Inaugurações eleitoralistas, vergonha!” Uma autêntica reciclagem, já que este cartaz já foi utilizado em muita contestação que o antigo partido PND fez às inaugurações de Alberto João Jardim… O mesmo cartaz serve agora para contestar as de Cafôfo.