Liliana Rodrigues, Cláudia Monteiro de Aguiar e a disputa pelo palco europeu

 

Liliana Rodrigues e Cláudia Monteiro de Aguiar disputam o palco europeu com unhas e dentes. Ou, neste caso, na interpretação do nosso cartoonista Helder, a coroa da Europa. A eurodeputada socialista e a sua congénere social-democrata até podem estar ideologicamente próximas, em termos de enquadramento político europeu, mas carregam sobre os ombros a responsabilidade de representar uma pequena região ultraperiférica, que, porém, e desde o advento da autonomia, sempre demonstrou desejos (manias?) de grandeza. Ora, corresponder não só às legítimas aspirações dos cidadãos e defender os seus interesses mais básicos, face a todos os “danos colaterais” da globalização e da integração num espaço único europeu, não é tarefa fácil. Corresponder, por outro lado, às expectativas daqueles que entendem que a Madeira é, ela própria, uma das “novas centralidades do Atlântico” ou outro termo qualquer igualmente sonante que volta e meia alguns vendilhões nos tentam impingir para nos fazer sentir mais importantes do que somos, é obra. Às características e convicções da personalidade de cada uma, e ao seu envolvimento, maior ou menor, em causas europeias sociais, políticas e de direitos humanos, as eurodeputadas têm ainda de somar as pressões e os interesses dos seus próprios partidos e as tentativas para que, de acordo com esta ou aquela situação da política nacional e/ou europeia, actuem conforme o pensamento oficial do mesmo. Conciliar tantos interesses e expectativas não é tão fácil como se julga. Mas o que é certo é que a opinião pública não parece julgar negativamente Cláudia Monteiro de Aguiar e Liliana Rodrigues, até bem pelo contrário. Neste momento, ambas parecem envolvidas numa corrida para a popularidade, para a projecção do seu trabalho nos media, e nisso, os seus respectivos assessores têm andado bastante ocupados. Quem ganhará o prémio de popularidade?