
Um início de noite de domingo com um toque cinéfilo. Com paisagens de cortar a respiração, um fio condutor bem conseguido, com drama e momentos de bom humor.
Foi assim, esta noite, no Centro de Congressos do Casino da Madeira na estreia do filme “O Feiticeiro da Calheta”.
Uma produção que retrata o imaginário cultural de um recanto da Madeira na primeira metade do século passado, em torno de um poeta popular, com a performance na “sétima arte” de figuras públicas como Jardim, Ireneu Barreto, Nini Andrade Silva, João Carlos Abreu, Carlos Lélis entre outros.
Os méritos pertencem ao realizador e produtor Luís Miguel Jardim que leva consigo uma vasta equipa de aficionados da representação, num total de mais de quatro centenas de participantes.
Ficou a promessa do atual presidente do Governo, Miguel Albuquerque de apoiar a próxima produção de Luís Miguel Jardim.
No “Feiticeiro da Calheta”, uma vasta equipa foi mobilizada em torno de um projeto, levado a cabo com amor à camisola e com o voluntarismo de muitos atores amadores que já demonstraram brios na representação.
Uma sala de Congressos com farta plateia a aplaudir mais esta produção de Luís Jardim, após a ante-estreia que teve lugar este sábado, no Centro das Artes-Casa das Mudas.
O trabalho cinematográfico procurou retratar, com finalidades marcadamente pedagógicas, as vivências, os costumes e os falares das gentes da ilha da Madeira nos anos 30 e 50 do século passado, com especial destaque para «O Feiticeiro da Calheta”, uma figura ilustre, um poeta analfabeto acarinhado e muito reconhecido pelo povo da Calheta.
Trata-se de uma obra de cariz vincadamente fictício, embora nela sejam narrados alguns factos próximos de uma realidade vivenciada pelas gentes da Calheta em meados do século passado.
O regime da colonia que marcou profundamente a história da Madeira, alicerçado numa relação injusta e desequilibrada entre senhorios e colonos, a intriga social, as bilhardices, a emigração, a fata de cuidados de saúde, as profissões da época, as raízes culturais de um povo, são algumas das temáticas apresentadas neste filme, que conta com a participação especial de Alberto João Jardim, Ireneu Barreto, Nini Andrade Silva e João Carlos Abreu.
A vida sofrida das gentes da época, mascarada por uma teia de afetos entre os intervenientes, com destaque para as relações entre pais e filhos, constitui o suporte base do guião que dá corpo a esta homenagem que é feita ao povo desta terra.
Este é um trabalho que envolveu, entre atores, figuração e equipa técnica, mais de 400 pessoas, e tem a particularidade de contar com uma banda sonora inteiramente original, a cargo do compositor madeirense João Augusto Abreu.
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