
Nove trabalhadores da insolvente ‘Luzosfera’, do grupo SIRAM, batem literalmente com o nariz na porta, desde o dia 14 de Fevereiro, nas instalações da empresa, no Poço Barral, em São Martinho.
Ao que o Funchal Notícias conseguiu apurar, os trabalhadores foram aconselhados pelo Sindicato a apresentarem-se no seu posto de trabalho, em São Martinho.
A empresa ter-lhes-á dito que teriam trabalho mas noutras instalações, no Palheiro Ferreiro, mas os trabalhadores alegam que não têm transporte nem a empresa o assegura. Daí o finca-pé que já resiste há mais de uma semana.
A 9 de Janeiro houve uma ‘reunião’ em Tribunal tendo sido dado um prazo de 45 dias -que deverá terminar amanhã- para que algo aconteça: ou plano de recuperação ou liquidação da empresa e subsequente venda dos ativos.
O futuro destes e dos demais trabalhadores está a ser estudada entre a empresa e o administrador de insolvência.
Na Azinhaga do Poço Barral têm-se apresentado todos os dias 2 eletricistas, 2 motoristas, um serralheiro civil, 2 oficiais metalúrgicos e um trabalhador indiferenciado.
Encontram o armazém fechado só abrindo no início da manhã e ao final do dia para recolha de material e viaturas.
Os trabalhadores só receberam o mês de Dezembro (sem subsídio de Natal) e já não receberam o de Janeiro.
Depois de algumas semanas em casa receberam uma mensagem para se apresentarem ao trabalho a 14 de Fevereiro. Fizeram-no mas bateram com o nariz na porta.
A Inspeção de Trabalho já estará a par da situação.
Recorde-se que, a 8 de novembro último, a empresa apresentou-se à insolvência depois de, alegadamente, não ter surtido efeito o Processo Especial de Revitalização (PER) requerido em Janeiro de 2016.
Cerca de 8 dezenas de credores reclamam da insolvente créditos a rondar os 800 mil euros, sendo o maior credor a Segurança Social.
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