Fotos: Rui Marote
Muitos “notáveis” da nossa praça, entre governantes e empresários de destaque, estiveram presentes hoje ao final da tarde no hotel Savoy Calheta Beach, na apresentação do novo conceito desta unidade hoteleira. O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, esteve presente com uma comitiva e relevou a importância do sector turístico e hoteleiro e do seu crescimento sustentado para a economia da Região. O hotel Calheta Beach foi inaugurado em 1999 e foi subsequentemente alvo de diversas remodelações, sendo que esta é particularmente notável, tendo sido projectada pelo atelier de arquitectos RH+ e da designer Nini Andrade Silva.
O grupo AFA, proprietário do hotel, sentiu a necessidade de adaptar esta unidade hoteleira, com a aquisição do Grupo Savoy, às exigências desta categoria. Daí que empreendeu uma remodelação integral dos quartos, e bem assim das zonas sociais e áreas de trabalho, apostando ainda em sistemas energéticos mais eficientes para o hotel Savoy Calheta Beach.
.Conforme refere o Governo Regional, o Savoy Calheta Beach é uma unidade já com uma operação hoteleira estabilizada, que ao longo do ano apresenta taxas médias de ocupação na ordem dos 75%. A sua clientela é maioritariamente constituída por cidadãos de nacionalidade britânica, germânica e francesa.
Enquanto o empresário Avelino Farinha dava as boas vindas aos convidados e o presidente do Governo comparecia rodeado de medidas de segurança policial pessoal e com o seu ‘staff’, que incluiu a presença do secretário regional da Economia, Turismo e Cultura, Eduardo Jesus, foi o director do Grupo Savoy, Bruno Freitas, que se dirigiu aos presentes, referindo, satisfeito, que o grupo tem a capacidade de se requalificar face aos novos desafios e exigências, não se limitando a gerir.
Referiu, a propósito, que este projecto de remodelação importou em quantias da ordem dos três milhões de euros, tendo sido apoiado pelo programa Valorizar 2020. “O Grupo Savoy está a crescer com passos muito sólidos”, sublinhou. Com duas unidades na Calheta e, naturalmente, uma de grandes dimensões para abrir brevemente no Funchal, o grupo sentiu necessidade de diferenciar a oferta do Savoy Calheta Beach das outras. Daí estes trabalhos de transformação, neste hotel onde trabalhame cerca de oito dezenas de trabalhadores, maioritariamente residentes no concelho. “O Saccharum tem um conceito, e o Calheta Beach, outro”, enfatizou.
No seu discurso, o chefe do Executivo madeirense agradeceu pessoalmente a Avelino Farinha e esposa o investimento realizado, uma requalificação que muito o satisfaz. Principalmente porque se enquadra nos bons resultados, em termos turísticos e hoteleiros, que o corrente ano vem registando, à semelhança, considerou, de 2016.
Miguel Albuquerque lembrou que 2015 foi o melhor ano de sempre para o turismo da Madeira. E asseverou que esses resultados não dependem apenas da conjuntura internacional que favorece o destino Madeira, afastando turistas de outros locais, mas decorre da aposta governamental no sector e do esforço dos empresários madeirenses.
A Região indubitavelmente beneficiou do trabalho de promoção turística, afirmou, sustentando que o seu governo remodelou toda a estratégia de afirmação da RAM nos mercados exteriores, inclusive procurando cativar turistas de outras paragens que não as habituais. Dizendo que 2016 foi um ano tão bom como 2015 em termos turísticos e hoteleiros, registando números muito favorável de crescimento na mesma senda, salientou a subida do REVPAR em 15,9 por cento em 2016 e defendeu que há que aproveitar, com inteligência, todas as potencialidades do destino Madeira para potenciar a nossa economia. Há, sustentou, que aumentar a atractividade desta indústria, satisfazendo os clientes e melhorando continuamente a formação dos trabalhadores do sector.
Vai no sentido dessa melhoria, disse Albuquerque, o Plano de Ordenamento Turístico que o Governo Regional apresentará em breve, para permitir um crescimento sustentado da hotelaria, evitando os erros do passado, “principalmente da década de 90”.
A indústria turística, disse o presidente, é uma “jóia preciosa” que deve ser aproveitada o mais possível para trazer dividendos à Região Autónoma e ajudar na recuperação económica e social madeirense. Para isso, realçou, é necessária uma estratégia concertada entre hoteleiros, agentes de viagens, entidades governamentais, autarquias, etc.
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