Presidente do Governo contra regresso ao pastoreio para “patuscadas na serra”

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Fotos: Rui Marote

O presidente do Governo Regional enfrentou hoje uma bateria de questões dos deputados da oposição no parlamento regional, motivadas pelo primeiro debate temático deste ano, que versava sobre o assunto Ambiente. O chefe do Executivo prestou diversos esclarecimentos em questões concretas, mas em poucas foi mais peremptório do que quando confrontado pela requentada questão das supostas benesses do regresso do pastoreio às serras da Madeira. A questão, que tem vindo a ser defendida pelo CDS, voltou a ser introduzida por Rafael Nunes, deputado do JPP, mas à mesma Albuquerque respondeu de forma inequívoca: o Governo Regional nunca disse que não pode existir pastoreio na Madeira, desde que o mesmo decorra em zonas demarcadas e de forma ordenada. Porém, referindo-se aos supostos pastores, Miguel Albuquerque sublinhou que não vai permitir que alguns indivíduos que querem continuar “a fazer umas patuscadas na serra” o continuem a pressionar no sentido de fazer reverter a situação ao que era antes. “Podem malcriadar à vontade”, afirmou, que nem por isso o GR irá recuar nas questões que dizem respeito ao pastoreio.

E, quanto àqueles que quiseram contrapor a introdução de espécies como o coelho no Porto Santo ao pastoreio nas serras da Madeira, como um contrasenso, argumentou que, desde há muitos anos o coelho “é uma espécie cinegética” em inúmeros locais do planeta.