Fotos: Rui Marote
O presidente do Governo Regional da Madeira, e os secretários regionais da Economia, Turismo e Cultura e do Ambiente e Recursos Naturais estão na Assembleia Legislativa Regional para o debate mensal, desta feita sobre Ambiente. Este tema está hoje em discussão no parlamento e foi introduzido com uma intervenção inicial de Miguel Albuquerque, na qual afirmou que o seu governo tem como prioridades “educar para a sustentabilidade, conservar a Natureza e a biodiversidade, orientar para uma boa regulação das actividades económicas e empresariais, recuperar e valorizar a paisagem, dissuadir e prevenir os danos ambientais e aplicar sem contemplações o princípio do poluidor/ utilizador / pagador”.
Albuquerque disse que, conforme o seu Governo se propôs, reformou o modelo de gestão da floresta, da paisagem e dos espaços naturais da Madeira e do Porto Santo, das Desertas e das Selvagens, criando o Instituto das Florestas e Conservação da Natureza. Também declarou que foram aumentadas as áreas protegidas da Região, vendo reconhecidos mais sítios da Rede Natura 2000 e criando mais parques naturais marinhos. Também continua o GR a apostar na criação de recifes artificiais, como tem feito no Porto Santo e em breve se fará no Cabo Girão.
Albuquerque enunciou iniciativas como a reflorestação, a renaturalização dos espaços, a introdução de espécies nativas com diversificação e a criação de zonas tampão como obstáculos naturais à propagação de fogos. Revelou também que o Governo irá adquirir novos terrenos para este fim. Albuquerque afirmou ainda que o GR reforçou significativamente as medidas de prevenção e vigilância a incêndios florestais. Há 6 torres e 12 postos de controle e vigilância de fogos, que classificou como “uma verdadeira frente avançada”.
Assegurou, por outro lado, a prática de uma política responsável de pastoreio ordenado nas serras. “Nunca proibimos o pastoreio!”, sublinhou. “Regulamentámos, isso sim, a sua prática”.
O presidente realçou que o seu executivo não tem a visão provinciana de que os jardins e o património natural devem ser preservados para os turistas fruírem, mas constituem elementos essenciais à qualidade de vida dos residentes. Por isso, há intervenções em percursos pedestres, quintas e jardins que valorizam os espaços urbanos e não urbanos, com privilégio pela recuperação e preservação do património histórico e natural.
Citou, por outro lado, a forma como o GR iniciou um programa de disponibilizar à população diversas casas espalhadas pela Região, bem como tem feito concessões de casas de abrigo para exploração e apoio a quem usufrui dos nossos percursos.
No domínio do mar, pretende o Governo o conhecimento e conservação do meio marinho, o ordenamento do litoral e do espaço marítimo, o crescimento azul e a vigilância integrada. Também está a ser combatida a poluição no mar. No Porto Santo, por outro lado, foram inventariadas 113 casas da lancha “tendo ficado claro que este Governo Regional não tem receio de mandar corrigir as irregularidades e actuar em conformidade, quando o desrespeito pela legalidade perdurou”.
Abordando depois a política de solos e a gestão da água, citou que só no regadio, o GR tem previstos ou em marcha 3,8 milhões de euros em investimentos, no túnel do Espigão, em Gaula, Santa Cruz e Campanário, na Ponta do Pargo e no Porto Santo. Na distribuição a cargo da ARM, a aposta é reduzir as perdas diárias de água.
Anunciou ainda que o GR investirá 4 milhões de euros a remodelar redes de água, sistemas de abastecimento e drenagem em Câmara de Lobos, Ribeira Brava, Machico e Santana. A aposta na gestão de resíduos sólidos foi também destacada pelo chefe do Executivo.
No caso dos resíduos hospitalares, “é muito mais económica a opção de aquisição de uma Autoclavagem para desinfecção na estação na Meia Serra, com uma poupança anual estimada de 485 mil euros”.
Finalizou dizendo que a Madeira é hoje líder nacional na atribuição do galardão Green Key, um dos maiores rótulos ecológicos internacionais para empresas de restauração e alojamento.
Por outro lado, salientou, a RAM apresenta a mais alta taxa de cobertura do país no programa Eco-Escolas. São 138 instituições galardoadas com a bandeira verde, destacou, envolvendo mais de 26 mil alunos e 3300 professores. Tudo para formar cidadãoa mais conscientes.
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