Recuperação da antiga estação do comboio do Monte agrada mas presidente da Junta questiona prioridades

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A CMF adquiriu a antiga estação do comboio do Monte. Para recuperar.

O presidente da Junta de Freguesia de Santa Luzia diz-se satisfeito com a solução encontrada para recuperar a antiga estação de caminho de ferro do Monte, situada nos limites desta freguesia, mas questiona se este seria o momento mais adequado para o fazer atendendo às prioridades e aos incêndios que particularmente fustigaram e fortemente, deixando muitas pessoas sem casa.

José António Rodrigues salvaguarda, sempre, que desde há muito tempo manifestou, junto das entidades competentes, o desejo de ver resolvido o problema daquele edifício e considera que “é importante haver uma solução”. Diz, no entanto, que as pessoas que ficaram sem o seu local de residência, embora estejam todas alojadas, têm que ver resolvidos os seus problemas e, por isso, lança a questão se não existiriam outras prioridades neste momento”.

A Câmara do Funchal anunciou recentemente a aquisição para recuperação do edifício da antiga estação de caminho de ferro, tendo como objetivo construir um espaço de “evocação de memória histórica”, representando um investimento de 200 mil euros, estimando-se que no final o custo, incluindo obras, se cifre em cerca de 400 mil euros.

Em termos históricos, como consta a documentação consultada no site da CMF, lembre-se que “o primeiro troço do comboio do Monte, entre o Pombal e a Levada de Santa Luzia, foi inaugurado a 16 Julho de 1893.  Com uma paragem à porta do Monte Palace Hotel, o comboio continuava até ao apeadeiro do Largo da Fonte, que era o fim da linha.  Mais tarde, a linha-férrea foi prolongada até ao Terreiro da Luta ficando, no total, com uma extensão de 3850 metros. A 10 de Setembro de 1919 deu-se uma explosão na caldeira, de uma locomotiva, quando o comboio subia em direcção ao Monte.  Deste acidente resultaram 4 mortos e muitos feridos. Foi por esse motivo que as viagens estiveram suspensas durante cerca de um ano.  Devido a dificuldades financeiras da companhia proprietária o comboio foi extinto em 1943. Pouco depois, foram retiradas as calhas e o restante material acabou por ser vendido, para sucata, em 1942”.

 


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