Machico quer mais 1000 camas para o concelho, tem investidores interessados e promete fazer “renascer” a Matur

RICARDO FRANCO
Ricardo Franco diz que “cada município deveria ter um número limite de camas e não o todo regional”.

O presidente da Câmara Municipal de Machico é de opinião que a definição do número de camas para ocupação turística deveria ser observada e fixada por concelho, de acordo com as especificidades de cada um, discordando que esse número seja obtido num todo da Região.

Ricardo Franco diz que a resposta sobre a capacidade limite de Machico em termos de camas disponíveis “era uma boa pergunta para o secretário”, lembrando que “a discussão pública do Plano de Ordenamento Turístico terminou no dia 11 de janeiro”. O autarca afirma defender que “cada município deveria ter um número limite de camas e não o todo regional”.

Projetos para agroturismo e ecoturismo

Face ao quadro que presentemente Machico oferece em termos de localização, caraterísticas e condições, Ricardo Franco considera que “neste momento devia ser garantido a Machico mais 1000 camas”, justificando essa reivindicação com a existência de “sinais de que há investidores interessados, há já projectos na câmara para as áreas de Reabilitação Urbana, há interessados em investir nos terrenos ao lado da Misericórdia, há projectos na área do agroturismo e ecoturismo, temos aqui também anteprojectos que estão a ser reavaliados e reformulados pelo promotor, enfim um conjunto de potenciais investidores que justificariam disponibilização e aposta”.

Neste domínio do turismo, o líder da autarquia de Machico foca dois espaços onde se verifica, por um lado, uma aposta que veio valorizar o concelho, a Quinta do Lorde, e por outro, uma área onde há muito é esperada uma melhoria, dando vida ao que já foi um investimento de referência, a Matur.

Bons níveis de ocupação na Quinta do Lorde

Relativamente à Quinta do Lorde, Ricardo Franco revela que, neste momento, “em termos de ocupação, tem estado em níveis muito satisfatórios e em algumas situações até tem níveis de ocupação elevados. Em termos globais, é um projecto que tem alguma volumetria, alguma densidade, mas a verdade é que é uma construção consolidada, demolir seria a pior das decisões, quer a nível ambiental, quer a nível da promoção do turismo”.

Reunião com promotor para renascer a Matur

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O Atlantis e a piscina olímpica, a única no Portugal da época.

No que se prende com a Matur, onde foi construído um grande empreendimento turístico, com piscina olímpica, que ao longo dos tempos foi desaparecendo, tal como o Hotel Atlantis, cujo processo de implosão foi concretizado e “apagou” uma obra de referência para o desenvolvimento económico do concelho, o autarca revela o ponto da situação neste momento, na sequência de um provável investimento turístico já dado a conhecer em 2016.

Apartamentos para a baía e piscina reabilitada

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O promotor, que já reuniu com Ricardo Franco, quer reabilitar a piscina da Matur, que está como documenta a imagem.

Hoje, diz que “o espaço da piscina e toda a faixa leste do empreendimento foi adquirida ao Banco que tinha a massa falida. Já tive uma reunião com o promotor, que pretende dar continuidade ao que estava previsto naquele projeto de loteamento turístico, que previa uma área habitacional e um investimento ligado à hotelaria. O promotor está a tratar de entregar os vários projetos necessários e a Câmara apenas sabe que há intenção de construir na área leste do terreno e reabilitar a piscina. Os apartamentos ficam virados para a baía de Machico e para o Caniçal.


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