PCP denunciou ineficácia das respostas regionais ao problemas da ligações aéreas

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O PCP protagonizou hoje uma iniciativa de contacto com o público, denunciando a alegada “ineficácia das respostas regionais aos problemas das ligações aéreas entre a Madeira e o Continente”.
Na acção política, que se realizou na Rua Fernão de Ornelas, no Funchal, o dirigente regional do PCP, Ricardo Lume, considerou que “os preços praticados pelas companhias aéreas nas viagens entre o Continente e a Madeira, na época do Natal, demonstraram, uma vez mais, que o actual modelo de subsídio de mobilidade, negociado entre o anterior Governo da República PSD/CDS e o Governo Regional de Miguel Albuquerque e do PSD dito “renovado”, não salvaguarda os interesses dos madeirenses e portossantenses, principalmente para os que são estudantes no continente”.
Ao longo do último ano, referiu, foram várias as promessas do PSD no sentido de mudar o actual modelo de subsídio de mobilidade, mas de facto não passaram de intenções.
O actual modelo, apontou, já e alvo de protestos organizados por parte de estudantes, que são confrontados com exorbitantes preços de viagens e com dificuldades no acesso ao subsídio de mobilidade.
“O subsídio de mobilidade é o exemplo de como este governo funciona: faz o anúncio, não prepara minimamente a estratégia a aplicar e depois logo se vê como corre; se não correr muito bem vão alterando conforme os ecos da opinião pública, e se não for possível logo encontram quem ou o que possa servir como justificação para o que corre mal”, acusou Ricardo Lume. O dirigente deu também conta de sete propostas de alteração ao decreto legislativo regional que regula a atribuição do subsídio de mobilidade, apresentadas por vários partidos. Mas, afirmou, o PSD porta-se como uma força de bloqueio, não permitindo alterar um modelo de subsídio que só beneficia as companhias aéreas, “que inflaccionaram os preços das viagens para fazer um verdadeiro saque ao erário público”.

A proposta do PCP defende ser necessário garantir um novo modelo de mobilidade, que assegure que um madeirense ou portossantense que queira deslocar-se ao Continente, no acto da compra da viagem, não pague mais que o valor da deslocação rodoviária entre a capital do País até ao concelho mais distante em Portugal Continental. Só desta forma, dizem os comunistas, é que estará a ser garantido a quem reside na Região o princípio da continuidade territorial consagrado na Constituição da República Portuguesa.


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