Há mães mais velhas a pedirem ajuda ao Centro da Mãe

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Paulo Cafôfo esteve hoje à tarde no Centro da Mãe, uma instituição à qual a autarquia presta apoio. Com o jovem Duarte Brazão a assistir. Foto Rui Marote

“Promover a dignidade da mulher; Defender a vida humana; Acompanhar a mãe na concretização do seu projeto”. São três das mensagens que podemos ler, à entrada do Centro da Mãe, situado num edifício do Bairro do Hospital, na Avenida Luís de Camões, que expressam um pouco a missão daquela instituição de apoio às mães adolescentes, tendo como limite os 18 anos, mas não deixando de apoiar casos em que a mãe tem idade superior.

É neste aspecto que Mafalda Costa, a responsável pelo Centro, revela o que considerou ser “um novo fenómeno”, a existência de mães mais velhas, com mais de 20 anos, que pedem ajuda e que são vítimas de alguma forma.

Câmara do Funchal parceira

Aquele espaço recebeu hoje a visita do presidente da Câmara Municipal do Funchal, bem como dos vereadores Madalena Nunes e Miguel Gouveia, no âmbito de um dia que Cafôfo cumpriu agenda acompanhado por um jovem, o Duarte Brazão de 18 anos, aluno da Escola Dr. Ângelo Augusto da Silva. A CMF é parceira do Centro da Mãe, através de um apoio que Mafalda Costa considerou importante para a concretização do projeto que dirige.

Cafôfo visitou as instalações, que têm áreas de acolhimento, de lazer e de rentabilização, possibilitando a quem estiver interessado uma sala para alugar a quem estiver interessado em realizar workshops, reconheceu o trabalho que ali está a ser desenvolvido e questionou sobre diversos aspetos relacionados com as jovens que procuram ajuda, mas também com a necessidade de envolver e responsabilizar o pai de cada criança num processo, situação que normalmente não acontece, como esclareceu Mafalda Costa, justificando que se tratam de processos muito complexos, envolvendo muita tensão.

Jovem releva contacto entre Cafôfo e população

O trabalho em rede neste contexto de jovens mães adolescentes, envolvendo escolas, instituições e família, foi uma questão levantada por Paulo Cafôfo, manifestando a opinião de que, só assim, poderá haver uma ação concertada e com resultados mais práticos.

Entre os objetivos da instituição, contam-se precisamente “o apoio a jovens mães e grávidas em risco, acolhimento temporário de jovens adolescentes grávidas ou mães com filhos em situação de absoluta necessidade, delinear e implementar projetos de vida individuais para as utentes, promovendo a sua formação e integração na comunidade, promover a sua autonomização, copm vista a concretizar os seus projetos, auxiliar as utentes com meios essenciais de apoio à gravidez, saúde e desenvolvimento dos filhos.

O jovem que acompanhou Cafôfo, neste dia de trabalho autárquico, mostrou-se agradavelmente surpreendido com o que conseguiu ver e disse que, apesar de ter gostado de tudo, houve um pormenor que se destaca, exemplo do contacto entre o presidente da CMF e a população. “É assim que deve ser”.


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