POT: Acabar com ‘contingente’ de camas por concelhos não é consensual

turismoTerminou ontem o prazo de discussão pública do Plano de Ordenamento Turístico da Região Autónoma da Madeira (POT) que manterá a mesma sigla mas passará a chamar-se Programa de Ordenamento Turístico.

Criticado por ter colocado o importante instrumento à discussão pública numa altura festiva (últimos 20 dias), o Governo Regional também é zurzido pelas medidas previstas nesse documento.

Segundo adiantou ao Funchal Notícias um hoteleiro com unidades fora do Funchal, “o novo POT, ao acabar com um determinado número de camas por concelho, está a potenciar a concentração de unidades hoteleiras no Funchal e na faixa sul”.

Para o nosso interlocutor -que pediu anonimato- a medida é “um pau de dois gumes” e contribui, ainda mais, para a desertificação do mundo rural que o Executivo Regional tanto pretende valorizar.

Além disso, disse que o argumento invocado pelo Governo Regional (impor limites de camas por concelhos é estabelecer tetos que, uma vez alcançados, podem travar novos investimentos) é falacioso. E esperava que os autarcas fora do Funchal batessem mais o pé a este novo POT.

Recorde-se que o novo POT prevê, segundo o que foi recentemente noticiado, uma capacidade hoteleira de 43 mil camas até 2030.

O POT define a estratégia de desenvolvimento do turismo na Região e o modelo territorial a adoptar, com vista a orientar os investimentos, tanto públicos como privados.

O atual POT previa, até 2012, uma capacidade de 35 mil camas para a Madeira e 4000 para o Porto Santo e distribuía as ditas camas pelos vários concelhos (23 mil para o Funchal; 5500 para Machico e Santa Cruz; 4 mil para Calheta, Ponta do Sol, Ribeira Brava e Câmara de Lobos; 2500 para Santana, São Vicente e Porto Moniz).

A distribuição por concelhos acabou.


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