Canha acusa Savoy de ser “a mancha e gangrena” ambiental no Funchal este ano

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Fotos Rui Marote

O debate prossegue “morno” na Assembleia Legislativa Regional, com os temas em debate a serem pouco polémicos. Sílvia Vasconcelos,  do PCP, alertou para a problemática dos idosos, referindo-se a dois projectos de resolução com que deu entrada no parlamento regional, um para apoio em medicamentos de prevenção de osteoporose, outro para a saúde oral.   Sílvia defendeu que os direitos da população mais idosa encontram-se hoje em dia ameaçados, sendo que 21 por cento da população na terceira idade está em risco de pobreza. “Os direitos destas pessoas estão de facto em risco”, considerou. “Há que ajustar o seu acesso aos cuidados de saúde”.

Outro tema em debate foi a preocupação com o ambiente em 2017, expressa por exemplo na atitude do deputado independente Gil Canha, que se mostrou preocupado com a “betonização” das escarpas, que considerou “um novo negócio”. Considerando-se muito apreensivo com o modo como a natureza será defendida na Madeira no ano que agora começa,  Gil Canha alertou ainda para o tremendo impacto que terá no Funchal a espantosa volumetria do hotel Savoy. Gil Canha  considerou-o “a mancha e a gangrena” mais profunda que a Madeira irá sofrer nos próximos tempos, e que em breve, a partir do mês de Agosto,  será visível na sua enorme e desproporcionada dimensão, afirmou.

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Já Rodrigo Trancoso, do Bloco de Esquerda, mostrou preocupação com as situações de diferença de tratamento em matéria fiscal. A receita fiscal e a sua importância para o país em 2017 é de grande relevo, pelo que Trancoso questionou o porquê de determinadas entidades não terem um papel contributivo para com o Estado, como os partidos políticos e a Igreja Católica. “Será que é legítimo este tipo de isenções? Diz-se que a Igreja merece,  pela acção social, e os partidos políticos merecem,  por serem pilares da democracia, mas é os cidadãos e as empresas?  Não são igualmente importantes? Todos nós,  com as nossas profissões,  não estamos a contribuir para o bem estar colectivo? Porque é que uns estão isentos e outros não? Quem mais tem,  é quem mais deve pagar”, considerou.

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Entretanto,  outros temas, pouco relacionados com a realidade regional, como os problemas enfrentados pelo Haiti perante a tempestade Mateus, foram abordados pelos deputados,  entre os quais por Sofia Canha,  do PS, e pelo PSD, que apresentou um voto de solidariedade com aquele país. Assunto que geraria alguma ironia por parte de Gil Canha e José Manuel Coelho, do PTP, que compararam a Madeira com o Haiti, que teve durante anos um ditador, Duvalier,  conhecido como “Papa Doc”, e os “Tonton Macoute”, os seus correligionários que aterrorizavam os adversários, e que na Madeira eram “o Mijinhas e os cadastrados” que com ele andavam a perseguir membros da oposição ao PSD jardinista, acusaram.

Coelho, entanto,  aproveitou para denunciar o “furacão albuquerquista” e os “atentados contra agricultores e pescadores” que, afirmou, são perpetrados pelo seu governo do PSD renovado.


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