
O presidente da Câmara Municipal do Porto Santo quer saber quais as alternativas que o Presidente do Governo tem pensadas para resolver as carências verificadas em janeiro com a falta de transporte marítimo entre Madeira e Porto Santo, na sequência da manutenção anual a que se submete o navio Lobo Marinho.
Em carta enviada a Albuquerque, a 30 de dezembro último, Menezes de Oliveira lembra que se dirige à Quinta Vigia precisamente porque o chefe de governo chamou a si os assuntos do Porto Santo, decisão que na altura foi interpretada como de prioridade face às questões importantes da ilha dourada. E por isso, questiona-o sobre “as diligências que foram tomadas por si ou pelo seu governo no que concerne à ausência de transporte marítimo inter-ilhas durante aproximadamente 6 semanas”, bem como saber “qual a sua opinião acerca do isolamento a que a nossa ilha fica sujeita durante o referido período”.
Consequências em emergência
“No nosso entender”, refere o líder da autarquia portosantense, “esta situação, que já ocorre há alguns anos, e não se prevendo a substituição do navio para esta linha durante o período de manutenção, é deveras prejudicial para a nossa ilha, principalmente para a nossa economia, já de si bastante marcada pela sazonalidade”.
Lembra o presidente da câmara que a ilha do Porto Santo “ficará apenas a dispor de quatro ligações aéreas, de ida e volta, com a ilha da Madeira, num total de 76 lugares em cada sentido, o que em muito dificulta a mobilidade da população”, referindo ainda as consequências que esta situação resulta para casos de emergência, prejudicando muitos utentes do Centro de Saúde que precisam de se deslocar ao Hospital Dr. Nélio Mendonça para algum tipo de consulta “bem como os doentes urgentes que são evacuados do Porto Santo para a Madeira, os quais muitas vezes, após terem recebido alta hospitalar, não conseguem lugar no avião para regressar à ilha, à sua casa”.
E se fosse no verão?…
Esta posição do presidente da câmara surge num momento em que se debate o assunto nas redes sociais, onde a população da ilha manifesta desagrado pela situação, expressando descontentamento pelas mais diversas formas. Uma das reações é de Mário Silva, figura de relevo da sociedade local, que na sua página de facebook coloca a discussão nos seguintes termos:
“Já imaginaram o que aconteceria em pleno verão se a ilha do Porto Santo estivesse mais de 4(!) dias sem ligações marítimas? Caía o “Carmo e a Trindade”, seria motivo de abertura de telejornais, a Comunicação Social estava toda em directo, as redes sociais diriam as maiores barbaridades, etc., etc. Em início do ano de 2017, não há ligações marítimas há 4(!) dias, o mini-avião apenas faz 2 voos diários (10h da manhã e 10h da noite), há dezenas de pessoas que estão em falta nos seus empregos e afinal tudo parece normal. E ainda falam de SOLIDARIEDADE…”
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