A direcção do PS-Madeira está a acompanhar, atentamente mas à distância, a guerra fratricida no Porto Santo.
Por um lado, eventualmente refém, não quer hostilizar a militante Luísa Mendonça.
Por outro lado, a menos de um ano das Autárquicas, não quer ver fugir para a oposição a Câmara que Filipe Menezes de Oliveira reconqusitou para o PS a muito custo.
O PS quer reeleger Menezes de Oliveira mas com tantos “tiros nos pés” não encontra maneira de travar esta guerra fratricida.
Luísa Mendonça, presidente da Assembleia Muncipal, é militante do PS há mais de 40 anos.
O PS tem uma tradição democrática de liberdade de expressão e, em muitos casos, de liberdade de voto.
Qual o limite do tolerável foi o que o Funchal Notícias tentou indagar junto do PS-Madeira.
Da Rua da Alfândega surgem três ideias fundamentais sobre esta matéria:
1.º) O PS tem órgãos locais eleitos no Porto Santo (comissão política liderada por Teresa Leão) que espera ser a “pivot” para dirimir o conflito entre Luís Mendonça e Menezes de Oliveira.
2.º) O PS não é um partido que cale as vozes dissonantes pelo que, a não ser que a escalada continue e redunde no apoio expresso a uma outra candidatura, lance mão dos estatutos para punir disciplinarmente Luísa Mendonça.
3.º) Sensibilidade e bom senso: O limite do tolerável não é excluir pessoas mas unir, apelando às partes litigantes que “saibam honrar o nome do PS”.
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