A Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura veio, esta tarde, reagir à manchete do DN-Funchal, intitulada “Ryanair nega ter exigido 10 milhões e desconhece propostas da Madeira”.
Diz a SRETC que o valor que foi publicamente avançado como condição para a vinda da Ryanair – e que foi de imediato questionado – é da inteira e exclusiva responsabilidade da Antena 1 Madeira. “Aquele valor”, afirma a Secretaria de Eduardo Jesus, que se tem ultimamente desdobrado em esclarecimentos a múltiplos órgãos de comunicação social, “foi instrumentalizado do ponto de vista político, ao qual esta Secretaria, confrontada, respondeu, afirmando que estas supostas condições não tinham qualquer cabimento nem se integravam na política seguida pela Madeira, no respeitante ao apoio e incentivo à criação de novas rotas”.
Prossegue aquela entidade governamental dizendo que cabe às companhias interessadas na operação da Madeira e no negócio dai decorrente, estabelecer os respectivos contactos com a ANA – Aeroportos de Portugal e, consequentemente, com a Associação de Promoção da Madeira, com quem a Ryanair reuniu e trocou correspondência. Mas, para a SRETC, “mais importante do que desmentir a Antena 1 Madeira, é, sim, esclarecer, junto das entidades competentes, sobre as actuais condições que são pretendidas, para que as mesmas possam ser analisadas. O Governo Regional da Madeira defende a vinda desta ou de qualquer outra companhia aérea para a Região, desde que se garanta o equilíbrio que tem sido a regra. As 40 companhias que, neste momento, voam de e para a Madeira têm vindo a ser tratadas ao abrigo da legislação europeia e através do recurso aos mecanismos e ferramentas de apoio que são disponibilizadas pelas entidades nacionais, numa estratégia que tem resultado na afirmação e progressiva abertura da Região ao exterior na qual não se afigura razoável que se abra qualquer excepção”.
Para a Secretaria, “num mercado aberto e concorrencial, não é legítimo que se promovam condições especiais para um operador, em detrimento dos outros”. A SRETC reafirma que, da parte do Governo Regional, “existe empenho total na concretização de operações para a Madeira e para o Porto Santo, reforçando a acessibilidade que tanto defende”.
Por outro lado, e “face às dúvidas que têm sido lançadas, num ambiente de perfeito descontrolo, também, por parte do candidato à Câmara Municipal do Funchal pelo CDS – PP Madeira e em resposta ao repto apresentado esta tarde, o Secretário Regional da Economia, Turismo e Cultura manifesta-se «desde já e de imediato disponível para ir ao Parlamento as vezes que forem necessárias para esclarecer este assunto e todo este frenesim demagógico criado pela Antena 1 Madeira e alimentado pelo CDS – PP Madeira».
Por fim, a Secretaria Regional da Economia “lamenta, por fim e profundamente, a forma irresponsável como o assunto foi trazido para esta discussão, o aproveitamento politico forçado que se está a tentar fazer do mesmo e a falta de sentido público relativamente a uma matéria que é do interesse comum da RAM”.
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