Eleições na Santa Casa já têm reclamação para o Bispo e para o Governo

santa-casa-imagem-a
A lista A reclama da aceitação da lista B de Luís Delgado.

As eleições de 22 de dezembro para um novo mandato de Liderança na Santa Casa da Misericórdia de Machico estão longe de ser pacíficas. A lista A, encabeçada por Nélia Martins, enviou ao presidente da Mesa da Assembleia Geral da Instituição, Avelino Alves, com conhecimento ao Bispo do Funchal e à secretária regional da Inclusão e Assuntos Sociais, uma reclamação contra o facto de ter sido aceite a a lista B, liderada pelo atual provedor Luís Delgado, sendo que é entendimento da lista A que o mesmo não pode concorrer em função de ter transitado em julgado uma decisão sobre inibição de gerir património próprio e de terceiros. O referido artigo diz que “os titulares de orgãos sociais não podem ser reeleitos ou novamente designados se tiverem sido condenados em processo judicial por sentença transitada em julgado, por crime doloso contra o património, abuso de cartão e garantias, usura, insolvência dolosa ou negligente, apropriação ilegítima de bens de setor público ou não lucrativo, falsificação, corrupção e branqueamento de capitais”.

Segundo a reclamação, a Assembleia Geral não deveria ter aceite a lista B em antes ser notificado o mandatário dessa mesma lista para regularizar ou se pronunciar quanto a esta questão, sublinhando ainda os devidos esclarecimentos, caso subsistissem dúvidas, deveriam ser solicitados à Diocese do Funchal.

Outro aspecto apontado pela lista A refere-se aos suplentes, que a lista B não apresentou para a Mesa da Assembleia Geral, pelo que a Mesa da AG deveria essas indicações “evitando-se as sucessivas nomeações ad hoc que têm sido feiras ao longo dos anos, e que pouco dignificam e põe em causao funcionamento da Assembleia Geral, que pela sua importância e competências determinam que se deverá acautelar o regular funcionamento, com irmãos que possam desempenhar o cumprimento dessas funções, e não ao acaso e na dependência da disponibilidade de um qualquer voluntário, o que se tem verificado nas últimas reuniões da Assembleia Geral”.

Fontes ligadas à lista A têm esperança que esta reclamação encontre resposta a tempo do ato eleitoral, que decorrerá no dia 22 entre as 16 e as 20 horas, mas há por outro lado quem duvide dessa resposta célere e considera que a Diocese poderá aguardar uma posição mais cómoda, que é esperar pelo resultado das eleições, para tomar uma posição, até porque uma vez que as duas listas já foram aceites e afixadas, o que significa que forasm consideradas dentro da legalidade.