A curta valsa eleitoral de Carmo e Pocinho na UMa

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Ilustração de José Alves.

Na Universidade da Madeira viveu-se uma “disputa” eleitoral que quase passou despercebida, bem distante das acaloradas corridas eleitorais de outros reitores como Rúben Capela, Castanheira da Costa e até Telhado Pereira, só para mencionar os últimos timoneiros da instituição. Tudo muito academicamente correto. Nas atitudes e valores, o Estepilha dá nota 20 a ambos os candidatos da casa.

Como não poderia deixar de ser, venceu ontem José do Carmo, o homem da continuidade. Nesta primeira etapa eleitoral, dos 11 lugares para o Conselho Geral da UMa, Carmo conquistou 9 e Pocinho terá de esperar por outra corrida. Como é da praxe, a academia prepara-se para reconduzir num segundo mandato quem está no poder.

O Estepilha atreve-se a dizer, com a devida vénia aos senhores doutores, que o professor José do Carmo e Margarida Pocinho, a sua “adversária” nesta disputa, dançaram uma curta valsa eleitoral, no tempo de campanha para o Conselho Geral da UMa. Fartos de mais do mesmo, os académicos que andam nisto há muitos anos, deixaram-nos rolar, de forma embevecida e enternecida, pista de gelo adentro, sem protestos ou espinhos na campanha.

E já que se fala de gelo, o Estepilha recorda que José do Carmo se prepara para continuar a ser Magnífico Reitor num segundo mandato. E vem aí a parte mais gelada e quiçá mais realista desta história, terminada que está a valsa: gerir uma casa… sem dinheiro! Vem aí, perspetiva o Estepilha, uma valsa atribulada, com uma gestão espartilhada por um garrote financeiro a perdurar e a atrofiar outros voos dos vários centros de competência que dão vida à instituição. Eis a verdadeira valsa que aguarda ao professor José do Carmo, com rodagem nesta matéria no primeiro mandato, com algum estado de graça pela sua estreia no poder. Mas, como diz o povo, conforme a música…


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