Vai uma aposta? Amanhã, despertaremos com o som do noticiário na radio a nos dar as novidades do outro lado do Atlântico. Sei que corro o risco de fazer como aqueles jornais americanos que em eleições presidenciais passadas davam um resultado como “certo” só para no dia seguinte brindar os leitores americanos com o vencedor errado na manchete. Mas a sondagem final Reuters/Ipsos divulgada ontem conclui que Hillary Clinton tem 90% de probabilidades em ganhar as eleições de hoje.
Curiosamente o resultado das eleições presidenciais americanas deste ano depende de uma combinação improvável da votação branca, afroamericana e hispânica em seis ou sete estados. Para ganhar, Trump necessitaria de uma junção de astros estatísticos pouco prováveis: uma maior afluência às urnas entre os republicanos brancos que aquela que se efetivou em 2012, um aumento da abstenção dos votantes afroamericanos, e de um crescimento menor que o esperado entre os eleitores hispânicos.
São precisamente aqueles cidadãos que Trump hostilizou durante a campanha, que serão chave para garantir a eleição da sua adversária política. E aí reside a triste ironia da acumulação de sectarismos que Trump fomentou durante a sua campanha. Que ganhe a “aposta” política que procura unir, e não dividir.
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