JSD-Madeira contra “geringonças” na República e nas Câmaras da Região

jsd madeiraO II Conselho Regional da JSD Madeira reuniu no último sábado, dia 5 de Novembro de 2016, no concelho de São Vicente.

Do encontro saíram as seguintes conclusões:
Educação e desporto – Pela amostra dos concelhos no grupo, notou-se que o apoio ao desporto não é uma prioridade das câmaras; Na área da educação, existe muita precariedade em relação ao apoio nos transportes para visitas de estudo; A maioria dos concelhos já concede material escolar, mas nem todos dão bolsas de estudo e/ou mérito aos seus estudantes;
Política social – Os concelhos, no geral, estão bem dotados de instituições de solidariedade social; Existem estratégias e parcerias para ajudar as pessoas mais necessitadas na maioria dos concelhos representados no grupo, mas urge que se faça uma melhor avaliação das necessidades da população para não sobrepor ajudas e, assim, alcançar mais famílias;
Ordenamento do território, licenciamento e fiscalização – Sugere-se a requalificação dos terrenos urbanos e vias de acesso com base num programa municipal de competências partilhadas entre os executivos camarários e as juntas de freguesia; A requalificação do património histórico deve ter, sempre, em atenção as exigências da actualidade sem que estes percam a sua marca identitária;
Cultura – No geral, os concelhos da RAM apresentam uma boa oferta no que diz respeito a infraestruturas ligadas a eventos; A maioria patenteia, igualmente, uma boa dinamização de iniciativas, sendo, por vezes, o principal problema a mobilização de algumas faixas etárias; Por outro lado, alguns espaços existentes na RAM ainda estão subaproveitados pelos seus concelhos;
Funcionamento das assembleias municipais, juntas de freguesia e câmaras municipais/Existência de Conselho Municipal de Juventude – Na RAM, apenas o concelho do Funchal tem o Conselho Municipal de Juventude instituído; Quanto ao funcionamento das assembleias municipais, juntas de freguesia e câmaras municipais, denota-se que as parcerias são maiores quando os órgãos em questão partilham a mesma cor política;
Turismo e Transportes –No que diz respeito ao turismo, é necessária uma maior divulgação turística na maioria dos concelhos, pois ainda se centra a informação no Funchal; Relativamente aos transportes, alguns concelhos reclamam melhoria nos horários, valores e infraestruturas ligadas aos transportes públicos;
Ambiente e Agricultura – Reivindica-se o melhoramento e recuperação de veredas e caminhos agrícolas, o que preservará e melhorará as paisagens, servirá a população e poderá ter um papel importante na prossecução de outras actividades; Sugere-se um melhor aproveitamento em cada concelho do património natural e uma maior sensibilização para questões ambientais e para a sustentabilidade dos pontos fortes de cada local de forma a potencializar o ambiente;
Oposição no concelho – O grupo que tratou este tema continha na sua amostra elementos de concelhos onde o PSD lidera a Câmara Municipal e outros nos quais o PSD é oposição; A necessidade de uniformizar e dinamizar a comunicação destacou-se; Por outro lado, para melhor ser feita oposição e para melhor se apresentar propostas, torna-se necessário que o Partido se fortifique, cada vez mais, e se una em torno da difusão dos ideais social democratas;

Importa ainda referir que os nove grupos de trabalho foram constituídos tendo em conta a necessidade e importância de diversificar, ao máximo, a amostra de concelhos presente em cada um.

Na segunda parte, tomaram posse os Núcleos de Estudantes Social Democratas de Lisboa, Porto e Coimbra.

Da análise da situação política e da abordagem a outros assuntos, destacam-se as seguintes conclusões:
Abordou-se o Roteiro do Regresso às Aulas e a importância da coesão entre Comissão Política Regional, Secretariado, Estudantes Social Democratas, concelhias e demais órgãos para o sucesso desta iniciativa que passou por todos os concelhos da Região, no início do ano lectivo.
O Roteiro da Habitação que culminou com a apresentação de sugestões em torno do Programa Porta 65 Jovem foi, igualmente, focado.
O trabalho em torno do social, nomeadamente o Roteiro da Inclusão Social, a Sunset Party com a APCM, a campanha de recolha de plástico em parceria com a APD Madeira e demais projectos de solidariedade social dinamizados internamente foram destacados nesta reunião.

As actividades das concelhias que completam alguns meses de mandato foram retratadas pelos vários representantes presentes.

Falou-se, também, da participação da JSD Madeira nos Conselhos Nacionais da JSD e na Comissão Política Nacional da JSD, onde se tem feito ouvir os anseios da juventude madeirense em áreas que podem ser trabalhadas por este órgão a nível nacional.

O tema primordial do Conselho Regional – “Preparar 2017” – foi suscitado na maioria das intervenções, tendo sido testemunhada a realidade dos vários concelhos da Região Autónoma da Madeira.

“O PSD continua a ser a principal resposta aos desafios colocados pela população. Não existem dúvidas que os quadros social democratas são os mais capazes para fazer face às diversas “gerigonças” de que a Madeira tem sido alvo, não só a partir do Governo da República, mas também, através da (des)governação de algumas câmaras municipais”, revela a JSD.

No entanto, a JSD Madeira alerta para a necessidade de ouvir as populações, os militantes base, as comissões políticas de concelhia e demais núcleos, da JSD e do PSD, para que, juntos, possam encontrar o melhor caminho para vencer as Autárquicas de 2017.

“Só com união, respeito, proximidade e pluralidade, o Partido Social Democrata da Madeira fortalecerá a sua acção e poderá vencer as eleições”, revela.

No que concerne à acção da JSD Madeira, foi reiterado pelos Órgãos Regionais que a Juventude Social Democrata está pronta para trabalhar para 2017.
A preparação para este desafio já se iniciou num trabalho conjunto da Comissão Política Regional, Jovens Autarcas Social Democratas, Concelhias e demais órgãos e que estruturará um manifesto eleitoral próprio, o lançamento do Manual do Autarca e a Universidade Jota Autárquica.

A Jota entende que só ouvindo todos e com o apoio, capacidade e competência dos seus militantes poderá ajudar, verdadeiramente, o Partido.

Houve ainda tempo para abordar a situação política nacional e repudiar, por completo, o Orçamento de Estado 2017, que demonstrou a maneira parcial e crítica como é tratada a Região Autónoma da Madeira, bem como, para criticar a falta de estratégia de futuro manifestada pela “Gerigonça”.


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