Fátima Marques conta como foi atirar-se de um avião a 4300 metros de altitude

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Fotos DR

Depois da experiência de saltar de parapente na Nova Zelândia, em 2002, Fátima Marques quis revisitar os céus, desta vez noutra latitude e com um plano de voo mais arrojado: atirar-se, de paraquedas, de um avião, a 4300 metros de altitude. Para trás ficou o medo e é a própria que partilha com os leitores do FN a aventura indizível de rasgar os céus, aos 61 anos de idade.

 

“Desde pequena, talvez por ser fisicamente baixa e forte, que tive vontade de experimentar coisas reservadas a atletas, assim fui aprender a andar a cavalo, a esquiar… atividades sempre sem sucesso.

A bicicleta correu melhor, mas em competição sempre em sexto ou nono lugar, por só concorrerem seis ou nove, forma agradável de dizer que ficava sempre em último lugar.

No entanto, dentro de mim, havia o desejo de sentir o perigo como forma, para alguns vulgar, de superar sabe-se lá o quê.

fati1Foi assim que em 2002, na Nova Zelândia, incentivada por um amigo experimentei o parapente, o que senti não tem descrição possível, é o silêncio, a liberdade, claro que há imensos praticantes da modalidade, para eles estas duas palavras soam a quase nada, para mim foi a grande aventura.

Passaram catorze anos e, na cidade que me viu nascer – Évora, fiz o que pensei não estar ao meu alcance físico, atirei-me de paraquedas de um avião que subiu a 4300 metros.

fati-secundariaPartilho a experiência: o difícil é a decisão, vou ou não… assumindo a ida, o coração bate forte, a vestir o fato a ouvir o instrutor e a  entrar no avião, depois há tempo de dizer que pensando melhor não salto…mas a pequena porta abre e, um após outro saem, sou a sexta, olho para baixo e, quando dou por mim, estou com a pele repuxada, sem saber onde estou, com um frio saboroso e um rapaz simpático a perguntar coisas que não percebo bem pois estou feliz, não tenho medo e não penso se o paraquedas vai ou não abrir, quero que aquele momento em queda livre não acabe.

 Infelizmente, o momento mágico termina sou puxada para cima e depois, de forma muito tranquila, desço  e penso:  Quero ir outra vez!”


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