|*Com Ana Mendonça|
Os patos das ribeiras do Funchal, sobretudo os mais jovens e inexperientes, correm o risco de ser arrastados pelas águas e pelos detritos, com o aumento do caudal, devido às densas chuvas e às obras, que os deixaram sem abrigos. A situação é especialmente preocupante na Ribeira de João Gomes. O Departamento de Ambiente da Câmara Municipal conhece a situação, uma vez que foi contactado diretamente, ao que se sabe, mais do que uma vez, por vários cidadãos/cidadãs preocupados/as. Foi com perplexidade que ouvi, na sequência do meu contacto telefónico, uma voz masculina desse Departamento – e que não se identificou – perguntar porque não chamava eu os bombeiros para resgatar os patos da ribeira!! Seguiu-se um momento de incredulidade, por tantas e tão incríveis razões: o aparente desconhecimento da Lei em vigor, o facto de se delegar em cidadãos/cidadãs comuns a resolução de assuntos e de problemas do foro da Autarquia, o intrigante desinteresse de uma Coligação que fez da causa animal mote de campanha eleitoral… Em seguida, pensei melhor e concluí que, afinal, podem existir explicações bem mais interessantes para a atuação nula da CMF.
Vejamos:
1- Pode ser que se ignore o que é um pato vivo, uma vez que só se conhecem as versões com laranja e em arroz.
2- Quer dar-se aos/às cidadãos/cidadãs a ideia que podem participar ativamente nas decisões a tomar. Por isso, ocorreu-me : “Ah, o infatigável Sr. irá, sem dúvida, reconhecer este meu papel de coadjuvância na exequibilidade das suas funções e, com abnegado espírito de justiça, irá sugerir que eu partilhe com ele também o seu atrativo ordenado…”
3- Os Paços do Concelho foram tomados por um ente estranho, uma espécie de cruzamento entre um diabrete brincalhão e o génio maligno cartesiano, e foi ele que, com tanto espaço vazio e tempo de ócio, me atendeu o telefone. Na verdade, depois desse telefonema, senti-me transportada para outra dimensão… como se tivesse acabado de ter uma genuína experiência extraterrestre…
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