O deputado do Bloco de Esquerda na Assembleia da República, Paulino Ascenção, aproveitou a audição do Ministro das Finanças, ontem, na Comissão de Finanças, para questionar Mário Centeno sobre alguns assuntos relevantes para a Madeira e que não encontram eco na Proposta de Orçamento de Estado para 2017.
O parlamentar bloquista quis saber se haverá investimento no Hospital do Funchal, tendo o Ministro admitido apenas que esta “é uma questão que merece análise”. Paulino Ascenção voltou à carga e confrontou Centeno sobre a omissão da inscrição de verba para a construção do hospital e da insuficiência de verbas para apoiar a recuperação dos danos do incêndios do verão passado e da necessidade de essas verbas serem acompanhadas com mecanismos de verificação que evitem o ‘desvio’ de dinheiro, tal como aconteceu com a Lei de Meios, redireccionadas para obras inúteis como o cais 8, que além de inútil prejudica as operações no porto.
Na oportunidade, o parlamentar madeirense do BE ainda confrontou Mário Centeno com a necessidade de reescalonar a dívida da Madeira para libertar meios do orçamento regional para o investimento. A dívida da região, na perspectiva do Bloco, significa uma dupla canga sobre os madeirenses, pois têm de pagar a sua quota parte na dívida da República e têm também a cargo a divida da RAM que vai consumir aproximadamente 30% do seu orçamento.
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