Eduardo Jesus não poupa Carlos Pereira por causa das declarações após reunião com a ANAC

 

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O gabinete do secretário regional da Economia, Turismo e Cultura emitiu um comunicado a reagir às declarações avançadas pelo deputado Carlos Pereira, a propósito da reunião mantida com a ANAC (Autoridade Nacional da Aviação Civil).

“Mais uma vez, o deputado Carlos Pereira presta-se a declarações que, para além de vazias e assentes no estilo propagandístico a que já nos habituou, confundem a opinião pública e reflectem um total desconhecimento dos temas que, propositadamente ou por ignorância, mistura, numa tentativa desesperada de marcar a agenda mediática”, acusa Eduardo de Jesus.

Para o governante, “é lamentável que se confunda uma alteração do tarifário e da oferta de uma das companhias aéreas que viaja para a Madeira, neste caso a TAP, tomada há poucos dias e exclusivamente pautada por critérios comerciais e pela lógica da oferta e da procura, com o modelo do subsídio social de mobilidade que se encontra em vigor e que aguarda a sua revisão, precisamente adiada pelo seu Partido, actualmente à frente do Governo da República”.

A SRETC considera ainda mais grave a postura deste deputado madeirense “ao legitimar este Governo da República na recusa ao cumprimento da Lei, dando-lhe cobertura para a transgressão que tem vindo a ser progressivamente reiterada de não permitir a revisão do modelo do subsídio social de mobilidade”.

O gabinete de Eduardo Jesus aponta que a grande novidade da reunião levada a cabo – e que o deputado Carlos Pereira decide anunciar “com pompa e circunstância” – é que o relatório dos CTT, que deveria ter sido entregue ao Governo Regional em Janeiro de 2016, surgirá em 2017. Está, portanto, em causa, para o GR, a legitimação do Estado no incumprimento de uma lei que coloca os madeirenses numa situação desprotegida, não fazendo qualquer sentido “que um deputado madeirense atraiçoe e vá contra os direitos da população que devia defender, acima de quaisquer interesses pessoais e/ou partidários”.

Consequentemente, o Governo da Região lamenta “mais esta encenação política que só poderá ser entendida à luz da má-fé a que este deputado já nos tem habituado nas diligências que vem tomando junto do Governo da República do seu Partido ou pela ignorância e leviandade de quem, aproveitando-se do seu estatuto, repete inverdades na praça pública, numa total ausência de responsabilidade e serviço público para o qual foi eleito”.


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