Mário Pereira denuncia gravidade da situação dos idosos na Região

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O deputado centrista Mário Pereira abordou esta manhã a problemática de apoio social aos idosos. Este parlamentar do CDS entende que o número de idosos que esperam por uma vaga nos lares não chegou a diminuir com o governo “renovado” de Miguel Albuquerque. Mantêm-se os mesmos números do jardinismo, não havendo alteração de paradigma, considera o CDS.

“A Madeira confronta-se neste momento com uma crise demográfica: segundo as últimas previsões, em 2050 haverá mais de 57 por cento de idosos na Região, situação que obviamente é muito preocupante”, referiu. Por isso, o deputado acha que a RAM tem de preparar-se adequadamente para esta situação e não o está a fazer. “Cada vez mais, hoje em dia, a velhice é sinónimo de solidão, e também de pobreza. É fundamental termos uma política estruturada para um apoio social mais sólido e sustentado ao longo do tempo”, diz.

Mário Pereira denuncia uma enorme carência de vagas, ao nível dos lares, que o actual Governo não resolveu. “Rubina Leal mantém a mesma lista de espera do tempo do anterior Governo Regional, quase mil utentes à espera de vagas nos lares”. Para o deputado, é incompreensível que na actualidade haja carências desta magnitude, quando foi prometida a resolução deste problema.

Outra carência que se faz sentir, referiu o parlamentar, é a de colaboradores nos centros de dia, e no apoio domiciliário. Os cerca de 600 colaboradores do apoio domiciliário são manifestamente insuficientes, e a situação está num estado de ruptura, realçou. O número ideal seria pelo menos de mil colaboradores, para colmatar a inexistência de vagas nos lares.

O CDS critica ainda o que considera ser uma má articulação dos idosos com os serviços de saúde, no acesso ao médico de família, ao medicamento, à cirurgia… “Esta situação está agora da mesma maneira que estava anteriormente. Verificamos que hoje a qualidade de vida dos idosos é muito afectada por uma má articulação dos serviços de saúde com a população idosa”. A Secretaria Regional com a tutela da área social “parece prometer muito, mas depois na prática fica muito por fazer”, não se concretizando as metas que estão estabelecidas.