O partido ‘Nós, Cidadãos’, veio interrogar publicamente o secretário regional de Saúde, Faria Nunes, sobre qual o plano estratégico para a resolução dos problemas do serviço de saúde. Questionando as “anomalias” crónicas no serviço regional de saúde da RAM, nomeadamente as listas de espera, as altas problemáticas e a “doentia ausência de um plano estratégico no SRS para resolver as situações de promiscuidade entre sectores público/privado pelo regime de complementaridade”, o partido vem alertar o actual secretário regional da tutela, para o “marasmo em que se encontra o SRS, que teima em funcionar de forma avulsa, não se vislumbrando quaisquer mudanças, nem refundação, nem uma renovação que aponte para mudanças estruturais, e que a existirem já seriam visíveis””.
Cerca de um ano e meio após a tomada de posse do governo regional liderado por Miguel Albuquerque, mantêm-se os mesmos problemas na saúde, a aposta no capital humano é quase “zero”, a implementação de medidas avulsas e economicistas é prática diária, tais como a “contratação” aderindo a programas do fundo de desemprego ou da segurança social, e portanto em que o objectivo não é criar quadros de excelência, para uma aposta na qualidade e na segurança dos cuidados prestados aos doentes, assim como no incremento da reputação do próprio SRS, critica esta força partidária. “Mais, não faz sentido a falácia recente sobre benchmarking; em termos de “avarias crónicas” no SESARAM pois elas continuam iguais, só esquecidas pelos “incêndios” (que infelizmente ocorreram) e porque o tema “já saturou”. As rupturas de pessoal de enfermagem são já violações grosseiras de dotações seguras, existem lideranças intermédias que não têm elementos suficientes para fazerem horários rotativos – e que respeitem inclusive os direitos dos profissionais à sua vida familiar – onde se incluem, em especial os Assistentes Operacionais, devidamente preparados e formados. Para além disto, foram admitidos recursos humanos sem formação ou preparação para contribuírem para a contenção da disseminação hospitalar: incrementa-se aqui a insatisfação do utente e o aumento exponencial de riscos clínicos e não clínicos”, denuncia o ‘Nós, Cidadãos!”.
Por outro lado, o partido considera que é visível a incapacidade legislativa da ALRAM e a desconhecimento de alguns deputados por parte de algumas destas questões da saúde. “Torna-se crucial nas “listas de espera” a utilização do potencial das novas tecnologias, o portal do SRS com migração obrigatória para o Portal do SNS, pois os madeirenses podem e devem ser utilizadores do SNS, na medida em que todos sabemos das fragilidades e dos pontos fracos do SRS. Para além disto, a questão das altas problemáticas carece também de legislação que regulamente, com foros de lei, os procedimentos a implementar pelo SESARAM a todos os utentes em “alta administrativa”, e em situação problemática, devem ser objecto de instauração de um processo individual pelos serviços sociais do SESARAM que adoptem posições de protecção do idoso entregue à sua guarda, com obrigatoriedade de referenciação ao Ministério Público se detectadas situações de indício criminal; a sustentabilidade do SRS e a protecção do idoso devem ser objecto de atenção especial”, recomendam.
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