Consiste no processo de busca das melhores práticas numa determinada atividade/serviço e que conduzem a um melhor desempenho.
O Benchmarking é visto como um processo positivo e através do qual uma instituição ou empresa examina como outra realiza uma função específica a fim de melhorar a forma como realiza a mesma ou uma função semelhante.
O processo de comparação do desempenho entre dois ou mais sistemas é chamado de benchmarking e as cargas usadas são chamadas de benchmarks.
O processo de benchmarking não se limita à simples identificação das melhores práticas como também contempla, por exemplo, a sua divulgação.
Pois bem, o secretário regional da Saúde, João Faria Nunes acaba de implementar o processo de Benchmarking na Saúde.
Um despacho hoje publicado “Estabelece as medidas necessárias para que os hospitais que integram o Serviço de Saúde da Região, sejam abrangidos pelo sistema actual de benchmarking implementado no Serviço Nacional Saúde.
Faria Nunes determina que:
1. O sistema actual de benchmarking que no Serviço Nacional de Saúde compara regularmente diversos indicadores de governação clínica, produção e custos de diversos hospitais portugueses e espanhóis, deverá incluir os hospitais que integram o Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira, E.P.E.
2. O IA-Saúde, IP-RAM, no prazo máximo de trinta dias, deverá articular a sua acção com a ACSS, IP, para que, num prazo razoável, sejam estabelecidos os termos e condições, em que os Hospitais da Região, passam a integrar o processo de benchmarking a que se refere o número anterior.
3. O SESARAM E.P.E. facultará ao IA-Saúde IP-RAM, todos os dados, indicadores e elementos estatísticos necessários à concretização do objectivo referido no número 1.
4. O IA-Saúde, IP-RAM, apresentará mensalmente à Secretaria Regional da Saúde, relatórios circunstanciados sobre o desenvolvimento dos trabalhos.
Recorde-se que, de acordo com o programa do XII Governo Regional, o sistema atual de benchmarking que, no continente, compara regularmente diversos indicadores de governação clínica, produção e custos de diversos hospitais portugueses e espanhóis, deverá passar a incluir também a hospitalização regional.
A Administração Central do Sistema de Saúde, IP, apresenta, há algum tempo, de acordo com modelo por si proposto, relatórios de benchmarking trimestrais aumen-tando a transparência e partilha de informação com a co-munidade numa perspetiva de construção do mercado público de prestadores de cuidados de saúde.
O processo de benchmarking entre as instituições hospitalares do SNS tem como objetivo fundamental melhorar o acesso e a qualidade do serviço prestado aos utentes e, simultanea-mente, identificar aspetos particularmente relevantes em termos de melhoria do desempenho económico-financeiro das instituições.
“Torna-se fundamental a disponibilização de informação que permita comparar instituições de forma a explicar diferenças de desempenho económico-financeiro, avaliar o potencial de melhoria de cada hospi-tal nas principais áreas de atuação, e identificar alavancas operacionais de gestão corrente, “melhores práticas”, e programas transversais que permitam capturar o potencial de melhoria identificado. É este modelo, que importa, com as necessárias adapta-ções, estender à realidade hospitalar regional, integrando-a no aludido processo de benchmarking”, justifica o despacho.
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