Ministério da Educação dá orientações às escolas para flexibilizarem os programas de Matemática

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O Ministério da Educação deu ontem instruções às escolas para flexibilizarem os programas e metas de matemática.

Programa demasiado extenso e abstrato, além da antecipação de conteúdos desadequados à idade dos alunos, eram as principais críticas que professores e Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM)  indicavam ao programa de matemática que foi introduzido por Nuno Crato em 2013.

O gabinete do ministro da Educação,Tiago Brandão Rodrigues,  anunciou que enviou às escolas as orientações para a gestão das matérias a lecionar tanto no ensino básico como no secundário, após um trabalho desenvolvido com a Associação de Professores de Matemática (APM) e a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM).

Os programas instituídos pelo anterior governo mantêm-se em vigor, mas há aspetos que podem ser lecionados ao longo do ciclo de ensino e admite-se a possibilidade de haver objetivos a atingir “em anos diferentes do inicialmente previsto”.

O ministério determina ainda que conteúdos não fundamentais possam ser lecionados facultativamente, “em função das necessidades da turma e dos ritmos de aprendizagem”.

“Esta flexibilização da gestão dos Programas é um primeiro passo na indução generalizada de flexibilização do currículo que se desenhará após a aprovação do perfil de aprendizagem dos alunos no final dos 12 anos de escolaridade, atualmente a ser preparado por um Grupo de Trabalho nomeado pelo Secretário de Estado da Educação”, refere o Ministério em comunicado.