
O gabinete da presidência da Câmara Municipal do Funchal está reunido esta tarde para delinear os próximos passos a dar na resolução das muitas situações sociais e ambientais originadas pela vaga de incêndios da passada semana. Um encontro preparatório que visa, depois de inventariados os estragos e necessidades, partir para as decisões.
Amanhã, o gabinete de Paulo Cafôfo reunirá então com todos os dirigentes da autarquia de forma a pôr no terreno as medidas prioritárias.
Em declarações ao FN, esta manhã, após as celebrações da festa do Monte, Paulo Cafôfo sublinhou a necessidade de intervir o mais rápido possível. As últimas atualizações, que se reportam até 12 de agosto, dão conta de 279 moradias afetadas.
As primeiras ações serão no âmbito do realojamento das famílias cujas casas ficaram destruídas, e das escarpas e taludes que, por força das chamas, apresentam instabilidade.
“A prioridade é a reconstrução das habitações que foram afetadas total ou parcialmente. A outra vertente é a segurança dessas habitações, mas também das vias de circulação. Há taludes que estão instáveis e temos que garantir rapidamente essas condições para que a vida regresse à normalidade”.
Para além do imediato, o autarca sublinha a premência de serem igualmente tratadas as questões de futuro e que têm a ver com o ordenamento do território (casas em zonas de risco) e da reabilitação urbana. “Há que não cometer os erros do passado”, reitera. “Aproveitar este momento de tragédia para recuperar, mas com estratégia, de maneira a evitar ou pelo menos reduzir os fatores de vulnerabilidade”.
O reforço financeiro às autarquias, nessa tarefa do reordenamento do território, é uma questão que se impõe. “Veja-se o caso do Funchal. Tem 88 mil metros quadrados de escarpas e em terrenos abandonados nem temos sequer, para já, essas áreas contabilizadas. Há intervenção a fazer, mas não poderão ser apenas as câmaras. É preciso um trabalho de todos, Governo regional, da República, e também das pessoas que têm de assumir responsabilidades quanto à sua propriedade”.
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