
O comentador desportivo Marco Cabral não gostou das declarações do piloto Bruno Magalhães na sequência da polémica resultante do despiste na classificativa da Pinta do Pargo.
Daí que, ainda a quente, tenha escrito que abandonaria o comentário desportivo.
“Tomei uma decisão difícil, mas está tomada. Este será o meu último ano como comentador de ralis da Rádio e Televisão de Portugal. Faço isto há 16 anos, com gosto e muito carinho por esta modalidade. Não estou nisto para me chatear e, muito menos, para me desgastar em questiúnculas com gente que não sabe conviver com opiniões diferentes”, escreveu ontem o comentador.
Hoje, mais contido, respondeu a duas perguntas do Funchal Notícias.
FN: A tua decisão de deixar os comentários é definitiva?
MC: Tenho compromissos assumidos com a RTP e RDP até final da época e vou cumprir. Tenho recebido centenas de mensagens por telefone e pelas redes sociais. Não posso dizer que sou indiferente. Neste momento é isso que me apetece fazer. Vou tirar umas férias e aproveitar para refletir um pouco mais.
FN: O que é que te mais aborreceu?
MC: A falta de educação e as palavras ofensivas do Bruno Magalhães. Faço isto porque gosto e me da imenso prazer. Quando se entra no campo da ofensa, ultrapassou-se um limite para o qual eu já não estou disposto a aceitar. No plano da discussão desportiva eu aceito qualquer troca de opinião. Aceito as críticas que possam fazer a aproveito-as para melhorar o meu desempenho. Se erro, não tenho problemas em admiti-lo. Agora quando passamos para o plano da ofensa pessoal, aí já não posso tolerar. Não tenho sangue se barata e quem não se sente não é filho de boa gente.
Já fiz Ralis. Já comento há 16 anos. Estou na direção da AMAK [Associação Madeirense de Automobilismo e Karting] desde a sua fundação e, recentemente, fiz formação e tirei a licença de comissário desportivo estagiário. Gosto de carros e tenho muito outras formas de me envolver. Veremos…
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