Reitor enfrenta aperto financeiro mas reforça vagas de acesso à UMa que soma os 605 lugares

 

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O reitor, professor doutor José do Carmo, salienta o aumento da procura dos cursos técnicos.

Mais um ano académico que terminou na Universidade da Madeira. Quem está no topo da hierarquia,como o reitor José do Carmo, enfrenta diariamente os “constrangimentos financeiros” que travam contratações e reforço da formação. Mas é tempo de preparar novo ano letivo e a UMa tem 605 vagas para oferecer aos candidatos ao ensino superior na Madeira, o que significa um reforço de 20 lugares.

Funchal Notícias – Qual o balanço que o Reitor da UMa faz a mais um ano académico que terminou, referindo a principal dificuldade e aquela que foi a grande mais-valia?

José Carmo – A maior dificuldade residiu nos bem conhecidos constrangimentos financeiros, com reflexos, nomeadamente, nas dificuldades de contratações, com impactos negativos no reforço da oferta formativa.

Como principal mais-valia talvez referisse a alteração dos Estatutos da Universidade, com a criação de uma nova escola politécnica, tendo em vista alargar a nossa formação nesse subsistema, correspondendo a um objectivo da Região e do País. Nesse domínio, refira-se a abertura neste último ano de quatro cursos técnicos superiores profissionais, que tiveram elevada procura.
Funchal jesuítas universidadeFN – Quantas vagas a UMa abre para o próximo ano letivo e qual é a principal novidade nesta oferta formativa?

JC – No Concurso Nacional de Acesso mantemos a mesma oferta de ciclos de estudos que no ano anterior, mas aumentamos em 20 o número de vagas, passando a oferecer 605 vagas.

A nível de mestrados oferecemos um novo ciclo de estudos, designado de Design dos Espaços.
Ao nível dos doutoramentos oferecemos, em associação com as universidades dos Açores, de La Laguna e de Gran Canária, um novo doutoramento em Ilhas Atlânticas: História, Património e Quadro Jurídico-Institucional.
Manteremos este ano a mesma oferta de cursos técnicos superiores profissionais.
Finalmente, em termos de pós-graduações, ofereceremos uma nova pós-graduação, em parceria com o ISCTE, em Controlo de Gestão e Performance, estando ainda em estudo mais uma ou duas novas pós-graduações, que também poderão suscitar muito interesse.
reitor carmoFN – A Agência Nacional de Avaliação tem, por vezes, se pronunciado contra algumas formações na UMa e até mesmo no domínio da investigação. Como comenta? São critérios economicistas ou científicos que estão na base dessas orientações? Qual será o grande embate para o próximo ano letivo?  

JC – Sem prejuízo de nem sempre estarmos de acordo com as avaliações e decisões da Agência Nacional de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), pensamos que ela desempenha um papel positivo, credibilizando os cursos em funcionamento por parte de todas as Instituições do Ensino Superior.

O nosso grande desafio para o próximo ano será alargar a nossa oferta formativa, aumentar a investigação e melhorar o sistema interno de garantia de qualidade.