Bispo do Funchal critica “indiferentismo religioso”

bispo_funchal antónio carrilho

O bispo do Funchal criticou ontem, numa homilia na Sé do Funchal, “o relativismo moral” e o “indiferentismo religioso”, situações perante as quais, considerou, os sacerdotes católicos têm de ser testemunhas “vivas e contagiantes” do “amor infinito de Deus por cada homem e cada mulher”. Foi na Eucaristia das Ordenações Presbiteriais, na qual foram ordenados dois novos sacerdotes para o serviço da Diocese. “Rejubila a Igreja do Funchal”, declarou o prelado, dirigindo-se aos então ainda diáconos José Alberto Gomes Vicente e Vítor Manuel Baeta de Sousa, que seriam em breve ordenados padres.

Dirigindo-se-lhes, o bispo do Funchal considerou que, no contexto do mundo actual, “o presbítero, que ama apaixonadamente a Deus e o seu povo, tem de aparecer como Sacramento de Cristo, Rosto visível do Amor e da Misericórdia junto de todos os homens e mulheres, mas sobretudo daqueles que mais precisam de ajuda, quando a tristeza, o vazio e a solidão se fazem sentir nas suas vidas”. E acrescentou: “Bento XVI dizia-nos que o sacerdócio “não é uma profissão”, mas um “Sacramento”: “Deus serve-se de um simples homem a fim de estar, através deles, presente entre os homens, e agir em seu favor”.