
Rui Marote
Muito alertámos para as quedas que se registavam na rampa de São Lázaro, que nesta época é muito utilizada por escolas e ATL, no acesso ao mar. O lodo acumulado registou diversas quedas, algumas com entrada nos serviços hospitalares. Os monitores bem avisavam para os cuidados a ter no acesso ao mar, mas não evitavam que houvesse quem quase diariamente se estatelasse no solo. O nosso alerta foi, porém, ouvido e só agora foram tomadas medidas. Mais vale tarde do que nunca.

Recordemos, a propósito, algumas histórias da Barreirinha e do Lido. Quem não se lembra do banheiro, o Faria da Barreirinha, do tanque a quem chamavam piscina e do acesso à prancha de saltos. Bastava que os banhistas mais idosos dissessem que estava a escorregar e que alguma senhora tinha caído, que no dia seguinte estava tudo caiado. Era com a cal e escovas tipo piaçá que se o lodo desaparecia por uns tempos, não eram usados outros detergentes.

No Lido a piscina era esvaziada e caiada para eliminar o lodo, e ficávamos dois ou três dias sem piscina.
Nos primeiros dias, a cal era um problema para os olhos, principalmente para os nadadores nos seus treinos de final de tarde.
Hoje tudo é diferente.

Voltando a São Lázaro: a APRAM comprou um determinado produto detergente que não é aconselhado para este fim de limpeza do lodo, nestas operações numa rampa que está em permanente actividade.
Foram pelo mais barato. Além de não estar indicado para estes casos, dizem os biólogos, não é cem por cento eficaz, pelo que é necessário utilizar de novo a cal em cima do produto químico, para retardar o aparecimento do lodo. É caso para dizer que o barato sai caro.
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