Parque de Santa Catarina prepara-se para “bombar” na Final do Euro

O parque compõe-se. Com os olhos postos no ecrã, os apoiantes da seleção vão ter festa de arromba.
O parque compõe-se. Com os olhos postos no ecrã, os apoiantes da seleção vão ter festa de arromba.

Tudo a postos para a festa que toda a gente quer logo à noite. O Parque de Santa Catarina tem já tudo preparado para receber os apoiantes da seleção portuguesa. Entre limões e laranjas para a poncha, a expectativa é de que o Europeu de Futebol terá final doce para Portugal.

Ao fim da manhã, o espaço escolhido pela Câmara Municipal do Funchal para acolher a grande festa da final do Europeu animava-se já na perspetiva de um domingo memorável. Barracas e tuk tuk de comes e bebes já instalados, casas de banho e contentores de lixo estrategicamente posicionados ao redor do grande relvado começam a compor o cenário de uma festa que promete bombar por mais de doze horas, até de madrugada, naquele que será o epicentro da final do Europeu na Madeira.

Vários pontos de recolha seletiva de resíduos. Não há desculpa para comportamentos incorretos.
Vários pontos de recolha seletiva de resíduos. Não há desculpa para comportamentos incorretos.

Ainda em montagem, o grande insuflável infantil a pensar na animação dos mais pequenos e, no palco a música ambiente e o grande ecrã a recordar os momentos altos do Largo da Restauração, nos jogos anteriores. Será para ali que vão convergir todos os olhares, preces e atenção a partir das 20h00.

Andrea e o filho já instalados para ver Portugal ganhar.
Andrea e o filho instalados desde cedo para ver Portugal ganhar.

Os preparativos chamam os primeiros convivas que já se posicionam nos melhores lugares do relvado, junto à sombra fresca da árvores, porque o dia promete ser quente nas emoções e na temperatura.

São estrangeiros. Finlandeses e alemães. Querem juntar-se à multidão e torcer por Portugal. Cristiano Ronaldo e Renato Sanches estão no topo das preferências. “Portugal ganha por 2 a 1”, vaticina Andrea depois de uma troca de opinião com o filho Fabio. Os germânicos e os escandinavos estão confiantes no potencial luso. Andrea não guarda tristeza pelo afastamento da sua seleção. “A Alemanha voltará a ser campeã do mundo daqui a dois anos”, desafia.

Alexandre Figueira (à direita) já "aquece" para a final de logo à noite.
Alexandre Figueira (à direita) já “aquece” para a final de logo à noite.

Enquanto o jogo não começa, os elementos do “Street Food Madeira”, o consórcio que assegura o serviço de restauração e bebidas na cidade durante os jogos do Euro, dão corpo à logística do evento.

A ansiedade é grande e a responsabilidade também. A ver pelas casas cheias das outras partidas, no Largo da Restauração, perspetiva-se uma verdadeira enchente esta tarde. O ambiente vai estar ao rubro. Há que ter bebida e comida à farta e muita animação, porque as emoções não se cumprem só dentro das quatro linhas. Para já, 150 barris de cerveja, além de ponchas, refrigerantes e água, estão preparados para clarear as gargantas e matar a sede de vitória. O Parque de Santa Catarina vai estar de corpo e alma com a seleção lusa na final do Euro 2016, esta tarde, a partir das 20h00, em Paris, garante Alexandre Figueira, o coordenador da operação.

O palco de toda a emoção e animação. Pelas 20h00, a final passa em direto.
O palco de toda a emoção e animação. Pelas 20h00, a final passa em direto.

E porque o dia promete ser longo e com altas pressões, haverá também comida sem esquecer as tradicionais sandes de carne vinho e alhos. “Necessário mesmo é trazerem muita alegria, protetor solar e chapéu. Da bebida tratamos nós”.

A animação musical começa dentro de meia hora com a presença de um DJ. Pelas 18h30, será a vez de Miro Freitas subir ao palco e aquecer as hostes, antecedendo a transmissão em direto do jogo decisivo. Seja qual for o resultado, a organização quer manter a folia até às duas da madrugada.

Ao fim de doze anos, Portugal chega pela segunda vez a uma final do Euro, desta feita com a França. Um adversário respeitável, só batido pela seleção nacional há mais de 40 anos. Mesmo assim, a esperança e a confiança não abalam. Haverá limões e laranjas para a poncha, mas todos acreditam que o resultado não vai azedar.


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