
José Manuel Coelho, perante o Presidente da República, chocou tudo e todos ao desfraldar a bandeira do estado islâmico. O deputado do Partido Trabalhista discursava no Parlamento regional, por ocasião da sessão solene comemorativa do Dia da Região, na presença de Marcelo e demais autoridades.
Desta vez, Coelho não foi impedido de falar ou sequer tirado à força da tribuna. Mas a atitude incompreensível de José Manuel Coelho de fazer propaganda da bandeira do estado islâmico – que tanto sangue tem feito correr no mundo – fez pasmar os presentes, apesar de bem habituados à excentricidade do protesto do deputado.

Num discurso inicialmente sóbrio, Coelho elogiou a autonomia, mas depois subiu de tom, querendo denunciar perante o Presidente da República o ambiente de cumplicidade e de corrupção da Madeira, nomeadamente daqueles que administram a justiça na ilha:”Juízes, e seus cônjuges, estes com emprego garantido pela Região, que por cá ficam demasiados anos, e que depois se deixam envolver pela cumplicidade com o poder político regional e os seus lobbies”.
Em contrapartida, aqueles que, como o deputado Coelho denunciam a falta de isenção da justiça e a corrupção generalizada do poder são perseguidos pelos tribunais, veem os seus ordenados e bens sucessivamente penhorados e até o jornal “Garajau” é fechado.
Um discurso contundente numa sessão solene em honra do Dia da Região, com Marcelo Rebelo de Sousa também a ouvir e a seguir o discurso de Coelho e de outros deputados tomando notas.
As cerimónias alusivas ao Dia da Região arrancaram esta manhã na Praça do Povo, com uma girandola de foguetes e a revista às forças militares em parada pelo Presidente. Depois, a sessão solene na Assembleia.


Também Gil Canha abriu as hostilidades no Parlamento. Foi o primeiro a subir à tribuna, e no seu estilo contundente, traçou a Marcelo um diagnóstico épico e assustador da Ilha. Num discurso metafórico, bem corrosivo, o deputado independente quis elucidar o Presidente sobre os tentáculos de um poder esmagador que governou a Madeira há 37 anos, pelo jardinismo, socorrendo-se da metáfora da “besta” que tudo levou pela frente, matizada em betão a sobrepor-se ao património e aos valores genuínos da terra.

Mas não só. Gil Canha deu nota da desilusão que tem sido o “herói” que sucedeu ao jardinismo, Miguel Albuquerque, com uma pseudorenovação e que mais não tem sido do que a continuidade da política do betão e dos interesses instalados.
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