Fátima Marques no Rock in Rio descreve concerto memorável dos Queen

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Adam Lambert na voz, Brian May, na guitarra, e Roger Taylor, na bateria, um trio imperdível.

Todos os caminhos da boa música vão dar ao  Rock in Rio Lisboa 2016. O maior festival de música do mundo reúne novos e menos novos na apoteose da música. Ontem à noite, os Queen mostraram que o que é bom nunca passa de moda. Fátima Marques juntou-se aos milhares de melómanos e relata ao FN a grande festa da música.

Um palco gigantesco com a mais moderna e versátil tecnologia. Uma multidão sedenta de recordar a banda britânica que enlouqueceu o mundo a partir da década de 70. Um espelho gigante e interativo a captar as grandes atuações em palco dos Queen, no presente e no passado, com o inesquecível Freddie Mercury. Depois, o talento singular na guitarra de Brian May, o incansável baterista Roger Taylor – ambos ícones vivos dos Queen – e o vocalista Adam Lambert a incendiar uma plateia a perder de vista.

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Uma moldura humana a aquecer o Quinta da Bela Vista. Fotos Fátima Marques

Vestindo a pele de “repórter FN”, Fátima Marques revela: “O resultado foi este: um público em êxtase com os acordes marcantes de “Under Pressure”, “Radio Ga Ga” e tantas outras melodias que fizeram a história dos Queen”.

Telemóveis a registar o momento e o próprio guitarrista a gravar a “onda” do público fiel à famosa banda. Um palco principal com a histórica banda e um outro palco, o coro do público, alinhado com a magia dos Queen.

Fátima Marques viajou da Madeira para Lisboa, a exemplo de tantos madeirenses, para assistir à exibição dos Queen, na sua nova digressão para celebrar a carreira do grupo e prestar um tributo ao seu vocalista já falecido, Freddy Mercury, através da parceria com a voz extarordinária de Adam Lambert. “Um cantor versátil, que dança e encanta, muito alinhado com a mística dos Queen, exaltando também o talento de Roger e May”.

rio7Mudam-se cenários, disparam-se efeitos multimedia que enlouquecem o público. As estrelas entram e saem do palco com novas indumentárias e a cada música a empatia do público. Um acontecimento tocante que fechou ao som do clássico “We are the champions” que levou o público a pedir mais.

O lado arraial do festival

Mas não são só os concertos que atraem o público ao Rock in Rio. Segundo Fátima Marques, é toda uma logística montada com muita antecedência, passando pela animação de todo o recinto que serve de palco ao festival. Jovens e adultos correm para a Quinta da Vela Vista para viver o élan do festival e, naturalmente, desfrutar da música de qualidade daquele que é considerado o maior festival de rock dos tempos atuais.

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Durante o dia, vive-se o arraial no recinto. À noite, o encontro com as grandes bandas.

Segundo a organização, 74 mil pessoas juntaram as vozes para interpretar a maioria das músicas que os britânicos Queen ecoaram em Lisboa, acompanhados do cantor norte-americano Adam Lambert no lugar de Freddy Mercury. Adam Lambert recordou que não estava ali para substituir Freddy Mercury, que morreu em 1991: “Só há um Freddy Mercury, vamos celebrá-lo juntos”, disse.

O alinhamento que se seguiu serviu para isso mesmo, provando que Freddy Mercury é insubstituível, alternando-se a voz de Lambert com a de Mercury, na tela gigante da multimédia. Foi assim em “We will rock”, “Show must go on” ou “Somebody do love”.

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Fátima Marques assume que é difícil escolher tal é o aliciante programa que está ao dispor do público.

O concerto teve vários momentos “para mais tarde recordar”, como a vez em que o guitarrista Bryan May tirou uma fotografia panorâmica ao público, com milhares de luzes de telemóveis acesas. Antes de tudo, o músico quis saber: “Gente porreira de Portugal, tudo bem?”

Bryan May protagonizou ainda um momento emotivo, quando na língua de palco junto ao público interpretou, com guitarra acústica, o tema “Love of my life”, convidando os espetadores a cantarem com ele. “A magia vai acontecer”, disse.

rio11Durante o concerto, o baterista Roger Taylor contou com a ajuda do filho, Rufus Tiger Taylor, também ele baterista, com quem protagonizou um curto duelo de baterias.

rio3A lembrança e o carisma de Freddy Mercury estiveram sempre presentes ao longo do concerto, materializando-se, quase no fim das duas horas de atuação, em “Bohemian Rhapsody”, quando nos ecrãs gigantes apareceram excertos de atuação do cantor e do teledisco.

Orio10 Rock in Rio cumpre a sétima edição em Lisboa, prosseguindo na próxima semana, nos dias 27, 28 e 29, com Hollywood Vampires, Korn, Maroon 5 e Ariana Grande, entre outros artistas de renome.

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O guitarrista Brian May, figura emblemática dos Queen, a mostrar que o tempo não passa por ele.
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Lambert, May e Taylor, sim, “We are the Champions”.
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Mika e Marisa, duas grandes figuras da música, também passaram pelo Rock in Rio.