
O projecto dos cadernos poéticos ‘Ilha’, dinamizados pelo saudoso poeta madeirense e homem de cultura José António Gonçalves, terá continuidade através da iniciativa de um grupo de personalidades ligadas à área cultural e literária. Trata-se de José de Sainz-Trueva, Irene Lucília Andrade, Ana Margarida Falcão, Leonor Martins Coelho e Thierry Proença dos Santos.
O objectivo, explicam-nos, era prosseguir a publicação antológica da poesia de autores do Arquipélago da Madeira, já experientes, e divulgar aqueles que, mais jovens, não tinham oportunidade de fazer edições individuais e que, através destas projectadas publicações, agora se iniciariam na divulgação da sua arte poética.
A colectânea de poesia Cadernos de Santiago I é dada à estampa pela Âncora Editores, na sua «Colecção Universos», e apresentada no dia 4 de Maio pelos antologiadores, pelas 18 horas, no auditório da Reitoria da Universidade da Madeira. Uma segunda divulgação realizar-se-á no dia 21 de Maio, pelas 15 horas, na Feira do Livro.
Em relação ao relançamento deste projecto, “foi quase de imediato aprovada a denominação de Cadernos de Santiago, por aludir ao Forte de Santiago, local onde surgiu a ideia destes cadernos e, sobretudo, porque presta homenagem a São Tiago Menor, padroeiro da cidade do Funchal”, refere-nos José de Sainz-Trueva.
Os volumes idealizados incluiriam, eventualmente, a obra poética de autores da Macaronésia, o que espoletaria o diálogo entre as respectivas e diversas realidades poético-literárias e culturais, diz o poeta e director do Mudas Museu de Arte Contemporânea, na Calheta.
Conforme destaca, vários autores de destaque dos arquipélagos dos Açores, Canárias e Cabo Verde deslocaram-se já à Madeira para participar em colóquios promovidos pela Câmara Municipal do Funchal, dinamizados pela sempre lembrada Maria Aurora Carvalho Homem, familiaridade que facilitará futuros contactos culturais.
“Seguiu-se a sugestão de agrupar os poemas de cada autor com um título que os demarcasse e a ideia de introduzir pequenas notas biográficas respeitantes a cada um deles e, ainda, breves notas de leitura referentes a cada grupo de poemas, redigidas por académicos, críticos, jornalistas e poetas, que complementassem a mostra dos poemas com uma inserção contextual biobibliográfica e analítica (este último procedimento, segundo proposta de José Viale Moutinho)”, acrescenta.
O primeiro volume de Cadernos de Santiago teve como elementos do Conselho Consultivo os escritores e professores Urbano Bettencourt, António Fournier, Ana Isabel Moniz, Helena Rebelo, Ernesto Rodrigues e Nelson Veríssimo. À laia de prefácio, explica-nos, intitulou-se ‘Mote’ o texto Ilha, de José Agostinho Baptista, que abre a antologia, nomeando-se como «Variações e Glosas» os restantes textos, e tendo-se designado «Coda (em jeito de posfácio)» o texto intitulado ‘Uma reflexão’, de Urbano Bettencourt, que encerra o volume.
Esta primeira colectânea, refere o nosso interlocutor, contempla os poetas Isabel Aguiar, Irene Lucília Andrade, Filipe Camacho, David Pinto Correia, Fátima Pitta Dionísio, João Dionísio, Ana Margarida Falcão, Maria Fernandes, Carlos Nogueira Fino, Rui Guilherme Gabriel, José Laurindo de Góis, José António Gonçalves, Teresa M. G. Jardim, Lília Mata, Laura Moniz, José Viale Moutinho, Carlos Nó, Tiago Patrício, José de Sainz-Trueva, Eurico de Sousa, Ângela Varela e Dinarte Vasconcelos.
Os diversos conjuntos de poemas são complementados por notas de leitura crítica e interpretativa da autoria de múltiplos escritores e ensaístas, ligados ao espaço cultural madeirense, nomeando-se Gaia Bertoneri, Manuel Frias Martins, Manuele Masini, António Fournier, Kurt Millner, Irene Lucília Andrade, Helena Rebelo, Ana Margarida Falcão, Leonor Martins Coelho, Thierry Proença dos Santos, Marco Livramento, Manuel José Matos Nunes, Ernesto Rodrigues, José Tolentino Mendonça, Alessandro Granata Seixas, Mary O’Malley, Graça Alves, Rui Guilherme Gabriel, José Laurindo de Góis, Ana Isabel Moniz, Carla Machado dos Santos e Ana Salgueiro.
Na sequência desta primeira colectânea, é intenção declarada dos responsáveis dar lugar, por um lado, a outros poetas que não participaram neste número por questões de limitação editorial e, por outro, a trabalhos de jovens autores, o que deverá surgir em futuros volumes.
“E assim surgiu, pois, o primeiro número dos Cadernos de Santiago, com todo o entusiasmo e gosto dos seus organizadores pela poesia insular, e o indispensável apoio de entidades públicas e privadas, que os organizadores fazem questão de salientar, agradecer e nomear: Departamento de Economia e Cultura da Câmara Municipal do Funchal, Direcção Regional da Cultura da Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura, Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias (CLEPUL) da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Madeira Rochas. Os organizadores expressam, ainda, o seu reconhecimento à Universidade da Madeira e ao seu Centro de Investigação de Estudos Regionais e Locais (CIERL), cuja proficiente parceria permitiu valorizar este projeto editorial”, salientam.
A colectânea de poesia Cadernos de Santiago I é dada à estampa pela Âncora Editores, na sua «Colecção Universos», e oferecida à consideração dos leitores já no próximo dia 4 de Maio, pois será nesse dia apresentado pelos antologiadores, pelas 18 horas, no Auditório da Reitoria da Universidade da Madeira. Uma segunda divulgação terá lugar no dia 21 de Maio, pelas 15 horas, na Feira do Livro.
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