
O Presidente do Governo Regional disse, esta manhã, estar à vontade com a celebração do 25 de abril na Assembleia Legislativa Regional, sublinhando a sua satisfação pela presença do Executivo no evento, algo que se repete pela segunda vez após ter assumido o cargo em abril do ano passado.
Contrastando com a postura do seu antecessor, Alberto João Jardim, que durante anos condicionou a evocação da efeméride no Parlamento regional e na data própria, Miguel Albuquerque sublinhou o “prazer” em estar presente no Parlamento, seja em cerimónias comemorativas, seja mensalmente para debate parlamentar.
” Ser democrata não pode ser um mero exercício de retórica. É preciso praticar, sobretudo no âmbito de uma instituição que pertence a todos os madeirenses, como é a Assembleia, que é o alicerce da democracia na Região”.
Concretamente ao regresso das comemorações da Revolução dos Cravos à ALR, Albuquerque salientou a necessidade de o evento ser balizado pelos padrões da democracia ocidental, do pluralismo, da liberdade e da representação parlamentar, sem radicalismos.
“Face às ameaças às democracias ocidentais, com a emergência de partidos radicais, à esquerda e à direita, é fundamental preservar a identidade e o prestígio das instituições democráticas”, defendeu, desvalorizando as críticas deixadas a este primeiro ano do seu governo. “A oposição continua com um discurso radical e populista, insistindo num discurso do bota-abaixo. Somos democratas. Quem sou eu para dizer ao contrário.”
Quanto ao incidente protagonizado pelo deputado trabalhista, José Manuel Coelho, que originou a suspensão da sessão por dez minutos, o chefe do Executivo considerou que estas manifestações “pouco ortodoxas” prejudicam a imagem das instituições sobretudo perante as gerações mais jovens.
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