Abril turbulento na Assembleia com Coelho a suspender trabalhos ao ritmo do Panama Papers

  • Com Helena Mota
(Foto Helena Mota)
(Foto Helena Mota)

A sessão na Assembleia da Madeira abriu hoje ao som de um léxico associado à máfia, cosa nostra, padrinhos e corrupção, pela voz do deputado Gil Canha.  Depois, o insólito a sair da cartola do deputado Coelho que fez o presidente suspender os trabalhos: uma bandeira com os retratos do próprio presidente da Assembleia, Tranquada Gomes, e do seu vice, Miguel de Sousa.

De cravo na lapela, chapéu e uma bandeira com os rostos estampados das grandes figuras do Parlamento Regional, a lembrar as últimas notícias vindas a público: os nomes de Tranquada Gomes e Miguel de Sousa têm sido referenciados no caso “Panamá Papers”, segundo o consórcio de jornalistas que investigam o offshore também na Madeira. Uma crítica direta a esta associação, do deputado do PTP,  cuja investigação alerta para o facto de ambos estarem associados a procurações passadas por empresas diferentes na Mossack Fonseca. Uma notícia que ambos já desmentiram.

(Foto Helena Mota)
(Foto Helena Mota)

O retratado na bandeira e principal responsável pelo Parlamento suspendeu os trabalhos face à atitude de Coelho de não a retirar. A bancada da maioria saiu e ficou na sala o deputado do PTP, bem como os representantes da  JPP, PCP e ainda Gil Canha.

Tranquada Gomes e deputados já estão habituados à rebeldia de Coelho. Mas, ainda assim, este consegue parara por momentos a sessão, fazendo ainda todo o governo sair, até que o deputado do PTP discurse sem adereços provocatórios.

Os trabalhos já foram retomados e as bancadas à esquerda tomam a palavra nesta sessão comemorativa do 25 de Abril, com críticas contundentes à ação governativa da Renovação.