CDS preocupado com greve dos estivadores em Lisboa quer alteração à Lei da Greve

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O presidente do CDS/PP Madeira, Lopes da Fonseca, esteve esta manhã em Câmara de Lobos, onde abordou os prejuízos para a economia da Região, para o comércio e para as populações em resultado da greve nos portos de Lisboa.

A iniciativa do CDS vai no sentido de alterar a Lei da Greve para que garanta, de forma específica e clara, os serviços mínimos para as regiões autónomas em períodos de greve, garantia que na actual lei não é clara.

O início da greve dos estivadores no porto de Lisboa, que se prolongará até ao dia 12 de Maio, foi abordado por Lopes da Fonseca, considerando que a mesma “penalizará fortemente a RAM e os Açores”.

O CDS, realçou, propôs a 12 de Janeiro uma alteração à lei da greve para que os serviços mínimos para as regiões sejam salvaguardados, nomeadamente os transportes de mercadorias essenciais.

“Os madeirenses são prejudicados nestes períodos de greve, quando vão às grandes superfícies comerciais e vêem as prateleiras semi-vazias”, disse.

Para o CDS, a alteração à lei da greve deveria acontecer, “de uma vez por todas, nos alimentos e nos combustíveis”.

Mais uma vez, acusou, o Governo da República não salvaguardou os interesses regionais. E, dirigindo-se ao deputado Carlos Pereira, presidente do PS-M e deputado na Assembleia da República, perguntou “o que já fez relativamente a esta matéria”.

Interpelou, na mesma medida, o PSD.

“Mais uma vez, como aconteceu durante o período de Natal, os madeirenses vão ser prejudicadíssimos”, e bem assim os comerciantes, que não verão os seus stocks serem abastecidos durante uma greve que dura um mês.

“O princípio da continuidade territorial não é cumprido”, queixou-se.