“Matriz popular do JPP não significa incapacidade para governar”

JPPO II Congresso Nacional do Juntos pelo Povo (JPP), em Gaula, esta quinta-feira, reuniu dirigentes, militantes e simpatizantes para discutir o regulamento interno e a nomeação dos coordenadores para as eleições Autárquicas 2017, assuntos na ordem de trabalhos do evento e que foram aprovados por unanimidade.

Na cerimónia de encerramento, o presidente do JPP, Filipe Sousa, falou de “um partido recente, herdeiro da cidadania participativa” e salientou “tempos de intenso trabalho, mas também de plena satisfação por tudo aquilo que foi conquistado, através de uma política de proximidade, humanismo e sensibilidade”, que permitiu conquistar o apoio e a confiança da população.

“Desiludam-se aqueles que pensam que esta nossa matriz popular é sinónimo de incapacidade para governar. A Câmara de Santa Cruz não fechou em três meses, como a oposição previa. Pelo contrário, em pouco mais de dois anos, conseguimos tirar o município da rutura financeira em que a encontramos. Face a esta evolução positiva, vamos finalmente poder cumprir o nosso programa em vez de nos limitarmos a pagar as dívidas ilegais do PSD. E tudo isto sem aumentar impostos, sem onerar o povo”, explicou Filipe Sousa, também presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz.

O secretário-geral, Élvio Sousa, falou sobre o trabalho parlamentar que tem sido desenvolvido em prol da população e destacou já o próximo desafio eleitoral, que para o JPP “não significa uma certa ‘globalização’ do todo nacional, mas sim uma abordagem futura, de constituição de pequenas equipas autárquicas credíveis, com candidaturas às assembleias de freguesia, assembleias municipais ou às câmaras”.

Élvio Sousa considera que “para dar mais espaço democrático ao aperfeiçoamento da cidadania política ativa é fundamental que o caminho da revisão constitucional viabilize a candidatura de cidadãos (grupos de cidadãos eleitores) aos parlamentos, sejam nacionais ou regionais, quando nesta altura essa premissa é apenas apanágio dos partidos políticos”.