Bênção dos ramos nas paróquias

RAMOSA bênção dos ramos decorre  antes da missa e é parte integrante  da celebração do Domingo de Ramos, (este ano no dia 20 de março) que faz memória da entrada triunfal e solene de Jesus em Jerusalém. Isso significa que não se benzem ramos fora da missa.
O primeiro formulário para a Bênçãos de Ramos encontra-se no Sacramentário de Bobbio, do século VIII. Como nem sempre encontravam ramos ou palmas para serem abençoadas, o povo começou a levar ervas aromáticas e flores, de onde surgiu o nome de “Pascha Floridum” (Páscoa das Flores) ou “Dominica Florum” (Domingo das Flores).
Os antigos textos litúrgicos atribuiam aos ramos um sentido simbólico de vida, esperança e vitória de Jesus Cristo. O povo, porém, a partir da Idade Média, sem nenhuma catequese e por motivos supersticiosos, começou a atribuir aos ramos bentos poderes especiais. Para afastar mal-olhado, os ramos bentos eram pendurados na sala da casa; batiam no gado e nos animais domésticos como ramos bantos para afastar doenças e pestes dos animais; em dias de trovoada e granizo, as pessoas queimavam os ramos bentos para afastar o perigo das plantações e das casas. E, para uma proteção total da casa, o costume popular era (e ainda é assim em muitos locais) amarravam os ramos bentos em uma cruz, que deveria ficar ou na sala ou no quarto do casal.
Além destes efeitos protetores, as pessoas atribuíam aos ramos bentos poderes curativos para várias doenças com uma variedade enorme de receitas de chás.
O rito atual é muito simples, como era no início, na Liturgia de Roma. O centro da bênção dos ramos está na entrada de Jesus em Jerusalém, que é ritualizada com a procissão dos ramos até a igreja, onde será celebrada a eucaristia.
Os ramos bentos não têm os poderes mágicos, que muitos acreditam. Trata-se de um símbolo da vitória do Reino de Jesus Cristo. Outro sentido muito bonito, que está presente na primeira fórmula da bênção dos ramos é a esperança que também aqueles que levam os ramos bentos nas mãos compreendam-se como caminheiros para a Jerusalém celeste, através de uma vida repleta de boas obras.
Devido a este valor simbólico, os ramos não devem ser atirados fora depois da procissão, mas devem ser levados para as casas.
As cinzas, que são usadas na quarta-feira de cinzas, são feitas com os ramos bentos no Domingo de Ramos do ano anterior. Um costume que vem desde o século XII.
No Funchal a bênção dos ramos decorrerá na Igreja do Colégio às 10h45, seguida de procissão para a Sé onde será celebrada a Eucaristiia. As cerimónias serão presididas por D. António Carrilho, Bispo do Funchal.
Apresentamos alguns horários das cerimónias que decorrerão fora dos adros paroquiais:
Carvalhal: 8h30 junto à escola
Santo António: 8h45, nas proximidades do Centro Social e Paroquial.
São Jorge: 9 horas na capela de São Pedro.
Lombada: (Santa Cruz): 9h15 no parque de estacionamento, abaixo da capela de São Pedro.
Santa Cecília: 9h30 na capela da Boa Hora.
Espírito Santo (Porto Santo) : 9h30 junto ao hiperpermercado.
Machico: 10h30 na capela do Senhor dos Milagres
Canhas: 10h30 no início da rua de acesso à igreja
Monte: 10h30 no Largo da Fonte.
Estreito de Câmara de Lobos: 10h30 na Fundação D. Jacinta Ornelas.
Nazaré 10h45 na Azinhaga da Nazaré.
Caniço: 11 horas no Largo Padre Lomelino
Gaula: 11 horas junto  à entrada do cemitério.
Piedade (Porto Santo): 11 horas na capela da Misericórdia
Camacha: 16 horas na antiga igreja paroquial.

Depois da bênção dos ramos realizar-se-ão procissão até às igrejas onde será celebrada a Eucaristia.