BE ‘atira-se’ ao PSD e ao CDS por causa da sobretaxa

Roberto Almada

O Bloco de Esquerda procedeu hoje a uma acção de contacto com a população, dando conta de que apoiou este Orçamento do Estado, porque o mesmo, nas palavras de Roberto Almada, é um OE que, depois de quatro anos de intensa austeridade, de facto devolve algo às pessoas.

“Devolve uma parte da sobretaxa de IRS aos trabalhadores, devolve uma parte dos salários dos trabalhadores. Aumenta o complemento solidário para os idosos. Aumenta o rendimento social de inserção. Aumenta o abono de família. Aumenta o período de vigência do subsídio social de desemprego, por mais seis meses. Garante a gratuitidade dos manuais escolares, e o alargamento da tarifa social para a energia. Reduz o IMI. Ou seja, é um orçamento que devolve às pessoas aquilo que foi roubado aos portugueses”, disse o deputado do BE na Assembleia Legislativa Regional.

Na perspectiva deste parlamentar, este OE é também positivo para a RAM, na medida em que transfere mais verbas para a RAM. “Neste ano, serão transferidos 248 milhões de euros para a Região”, referiu. Nos outros anos, o valor de transferência “era muito mais baixo”.

Roberto Almada aproveitou ainda para denunciar “a falta de vergonha na cara do PSD e do CDS Madeira”.

Na Assembleia da República, disse, o grupo parlamentar do BE foi o único que apoiou uma proposta para que a sobretaxa do IRS dos trabalhadores ficasse na RAM, porque de facto é receita da Região.

“O PSD e o CDS pura e simplesmente lavaram as mãos e não votaram a favor dessa proposta. E agora vem Miguel Albuquerque dizer que vai recorrer ao Tribunal Constitucional porque a sobretaxa não fica na Madeira, e vem Rui Barreto, do CDS, pedir a intervenção do presidente da República”, acusou.

Na altura, os seus votos, somados aos do BE, poderiam ter feito com que a sobretaxa se mantivesse na RAM, acentuou Roberto Almada, para quem se trata de partidos “sem vergonha”.