CDS com “senadores” e antes de ser popular

cabral
Foto Rui Marote

O CDS sempre foi um partido curioso na cena política portuguesa. Pequeno mas muito influente, tem sido este o seu percurso. A imagem que o FN publica hoje mostra dois nomes sonantes do partido: José Manuel Rodrigues, à direita, e o histórico Cabral Fernandes, tendo por palco a Assembleia Legislativa da Madeira.

Houve um tempo em que este partido era um viveiro de quadros para a governação, aliás com provas dadas no último governo, naturalmente em coligação. O CDS, que depois se designou de Popular, foi projetado para a ribalta dos scores eleitorais com Paulo Portas e, na Madeira, pela mão de José Manuel Rodrigues. Uma ascensão meteórica, que durou vários anos, conseguindo aquilo que a velha guarda do partido jamais alcançara, apesar da reconhecida competência dos seus senadores.

No último escrutínio, o partido perdeu brilho e mediatismo no País e na Região. Cabral Fernandes há muito que se retirou das lides políticas e parlamentares e a última saída da liderança foi de José Manuel Rodrigues, hoje reservado ao exercício da função de deputado. O partido tem sido abanado por algumas cisões internas e o tempo dirá qual o lugar do CDS no panorama político português, sem o implacável Portas e com Cristas ao leme.