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Segundo o Diário de Notícias do continente, a Venezuela anunciou que afasta a possibilidade de acudir ao Fundo Monetário Internacional (FMI) à procura de ajuda para ultrapassar a crise económica nacional.
“Em circunstância alguma acudiremos ao FMI. O FMI, sempre, num cenário como este, vai proteger as grandes corporações, não os trabalhadores”, disse o ministro de Comércio Externo, o luso-venezuelano, Jesus Faria, acrescentando aos jornalistas, em Caracas, que os recursos ao o FMI “têm um custo terrível para a soberania e para o povo venezuelano”.
Por outro lado, explicou que a Venezuela tem garantidos os recursos suficientes para o pagamento da dívida externa, para importações e para manter as reservas internacionais.
De acordo com o ministro luso-venezuelano, o recente aumento dos preços dos combustíveis é uma medida necessária para revitalizar a economia venezuelana, afetada pela queda dos preços internacionais do petróleo, a principal fonte de rendimentos do país.
“Ninguém estava preparado para esta conjuntura económica mundial. No entanto, já temos um plano para fortalecer as exportações não petrolíferas, para que ajudem a gerar divisas (moeda estrangeira) e abandonar o modelo dependente das rendas petrolíferas”, declarou.
Desta maneira, o Governo venezuelano está a fazer esforços importantes para gerar confiança nas empresas de capital privado, “desenhando mecanismos para que as ‘casas de câmbio’ promovam os investimentos”.
Relativamente às frequentes filas de clientes nos supermercados, à procura de produtos escassos no mercado local, admitiu que este “é um problema complexo”.
“Estamos fazendo o maior esforço para as reduzir, mas há problemas. Há tensão e há um défice de alimentos”, salientou.
O DN relata ainda que, segundo o ministro, este défice tem como causas “a saída de produtos pela via do contrabando”, o açambarcamento e “a queda da produção interna, precisamente pela queda das ‘divisas’ (entradas em dólares) que não chegam para importar matéria prima”.
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