JPP acusa Faria Nunes de fugir ao debate na Saúde

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Fotos DR

O Juntos pelo Povo (JPP) esteve, este sábado, 20 de fevereiro, em contacto com a população de Santa Quitéria, para ouvir as preocupações dos moradores e procurar dar apoio na resolução dos seus problemas.

Na ocasião, o líder do Grupo Parlamentar do JPP, Élvio Sousa, aproveitou para alertar para os problemas da Saúde e para o atraso do secretário regional em dar respostas sobre as questões deste setor.

Em causa está a realização de um Debate Potestativo, subordinado ao tema “A situação do Sistema Regional de Saúde da RAM: qualidade dos serviços prestados aos utentes”, pedido pelo JPP a 19 de janeiro e que, até agora, não foi agendado.

“Já se realizaram duas Conferências dos Representantes dos Partidos, desde o requerimento do JPP para este debate. Na última reunião, a 15 de fevereiro, foi deliberado que a Mesa iria enviar novo ofício a aferir da disponibilidade do Senhor Secretário Regional da Saúde”, explicou o deputado do JPP, que questiona o porquê deste atraso por parte de João Faria Nunes:

“A triste realidade é que o senhor secretário está a fugir ao debate proposto pelo Juntos pelo Povo há mais de um mês, o que vem contrariar a suposta renovação e a defesa da transparência, do novo PSD.”

O objetivo do JPP, ao pedir este debate potestativo, passa por esclarecer assuntos associados ao Serviço Regional de Saúde, tendo em conta que são questões ligadas ao bem-estar e à qualidade de vida de toda a população. “Por isso mesmo, urge compreender as estratégias e as políticas de ação que estão a ser desenvolvidas e não podemos ter um secretário regional que foge ao debate e que está a ter cobertura pelo partido do Governo”, salientou Élvio Sousa.

Atualmente, o que se sabe é que “a Saúde da Região está doente: estamos perante serviços em rutura – pela falta de recursos humanos, médicos especialistas, enfermeiros, outros técnicos superiores de saúde e assistentes operacionais – pela falta de recursos físicos e materiais – como os meios complementares de diagnóstico e tratamento – e pela própria organização do Serviço Regional de Saúde, que precisa de um rápido diagnóstico e de uma receita eficaz”.