Julian Assange deve ser libertado, diz ONU

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O fundador da Wikileaks, Julian Assange, foi hoje considerado por um painel da Organização das Nações Unidas como uma pessoa sujeita a indevida prisão domiciliária, decisão que foi classificada pelo ministro britânico dos Negócios Estrangeiros como “ridícula”.

Assange disse que se entregaria à justiça britânica, que o persegue para o entregar à Suécia, onde a polémica personagem é suspeita de crime de violação, caso a decisão do painel das Nações Unidas lhe fosse desfavorável. Disse também que, caso a decisão fosse em seu favor, esperava ver o seu passaporte devolvido e ter liberdade de movimentos.

Julian Assange está encerrado na embaixada do Equador em Londres há quatro anos, dado que a polícia britânica informou que se saísse do local onde se refugiou, seria certamente preso.

Mas o painel da ONU considerou que Assange está, na prática, “arbitrariamente detido”  e que, inclusive, deveria ser compensado.

Apesar da decisão, o governo inglês teima em que a deliberação “não muda nada”, já que não é legalmente vinculativa.

Assange foi preso em 2010 em Londres, por causa dum mandado de captura europeu emitido pela Suécia, por causa de acusações de rapto e violação. O fundador da Wikileaks tem negado sempre ser culpado em qualquer crime do género e atribui essas alegações ao papel que a Wikileaks desempenhou ao desvendar inúmeros documentos classificados, entre os quais dos EUA, país para o qual, se fosse extraditado pela Suécia, Assange poderia enfrentar a pena de morte.

Dois anos depois da sua detenção em Londres, e sentindo o cerco estreitar-se pelas autoridades britânicas, Julian Assange refugiou-se na embaixada do Equador, enquanto estava solto sob fiança.

A decisão de hoje, do painel da ONU, foi acolhida entusiasticamente pelos seus apoiantes.