
Rui Marote (texto e fotos)
O Funchal é uma cidade sem rei nem roque. Não somos contra a construção do Museu de Cristiano Ronaldo, pelo contrário. É uma grande mais-valia para a cidade e pode vir a ser um cartão de visita do Funchal.
Mas já em Outubro do ano passado alertámos para o facto de que se tratava de uma obra sem licenciamento, que continua em apreciação na Câmara Municipal do Funchal.
A placa está lá para quem tenha olhos de ver.
Ora, se é uma obra sem licenças, não pode ter água e luz provisória enquanto se procede à construção.

O que sabemos, é que a água é cedida de outra obra. Mas vamos esquecer tudo isso, quando estamos a escassos quatro meses da inauguração. Ou seja, é caso para dizer, ‘Cristiano, estás perdoado, porque os nossos autarcas não sabem o que fazem”.
Entretanto, a nossa verdadeira revolta deve-se ao encerramento da saída da Praça do Mar, fechada a blocos, alterando a arquitectura da mesma, que tinha três saídas e entradas.
As imagens que divulgamos, são elucidativas deste atentado.

Ao fecharmos esta entrada, vamos criar mais um “urinol público’ e um vomitório para os que, fortemente alcoolizados, saírem dos estabelecimentos de diversão nocturna das redondezas.
Nesse espaço está a entrada para o parque de estacionamento e uma entrada para o futuro hotel já existente.
A praça sofre um aumento na sua extensão, prolongando-se o varandim até ao novo museu, sendo a saída e a entrada na praça pelo Museu Cristiano Ronaldo.
Onde estão os fiscais?? Onde estão os responsáveis pela Sociedade Metropolitana, que deixam a arquitectura da praça ser alterada, encerrando uma das entradas e saídas?

Resta-nos assinalar, como símbolo da riqueza que tudo pode, o Ferrari à entrada da obra, muito fotografado pelos passageiros dos navios de cruzeiro…

A Câmara e os governantes têm dois pesos e duas medidas. Cabe ao povo registar estas anomalias quando forem chamados a colocar o seu voto nas urnas.
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